Pantoja revela ter capinado para ganhar 10 dólares por hora em início conturbado no UFC

Campeão dos moscas relembrou fase delicada que passou quando se mudou para os Estados Unidos e levou a família junto

Alexandre Pantoja finaliza Kai Asakura no UFC 310. Foto: Reprodução/Instagram/UFC

Alexandre Pantoja é o atual campeão dos moscas. Foto: Reprodução/Instagram/UFC

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Atual campeão dos moscas (até 56,7kg.) e vivendo grande momento na carreira, Alexandre Pantoja antes de chegar ao trono, teve que superar diversos desafios além das lutas no octógono. Além de ter trabalhado como motorista para ajudar nas despesas dos EUA, o brasileiro relembrou drama vivido após chegada na Califórnia.

“Quando comecei a trabalhar com Uber dei graças a Deus, porque eu trabalhava na obra antes. Cheguei na American Top Team com derrota, estava vindo de uma semana da luta que viajei com uma mochila. Fiquei em Boston, na casa de um cara que me emprestou a casa, fiquei lá dando aula por duas semanas e desci pra Flórida. Cheguei sem saber dirigir, nunca tive carro. Primeira coisa que fiz foi achar o catálogo (de empregos), vim de derrota, tive que mandar dinheiro para esposa, meu ex-agente me fud**, falando que eu precisava pagar ele”, declarou Pantoja em entrevista ao Overdogs Brasil.

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A. Pantoja está no UFC desde 2017. (Foto: Reprodução Facebook UFC)

Ao seguir com fala, Pantoja revelou ter capinado antes de se tornar motorista e destacou preço recebido para conseguir se manter no país.

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“Tive que tirar carteira de motorista, passei na prova, comprei carro de três mil dólares, investi muita grana. Comecei a trabalhar com catálogo, capinava para ganhar 10 dólares a hora, eu ia e capinava e foi indo. Demorou dois anos para começar a trabalhar no Uber. Quando veio a pandemia fud**, ficamos oito meses sem luta, ainda perdi em Abu Dhabi pro Askar Askarov (…) treinava de manhã, chegava de noite, ligava o aplicativo, ia ali fazia 100 dólares e tá bom”

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Alexandre Pantoja junto com sua família. Foto: Reprodução Instagram

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Por fim, o campeão dos moscas enalteceu sua esposa Gabriela, que foi fundamental para que a família conseguisse seguir em busca dos sonhos.

“Aí ganhei o dinheiro, trouxe a Gabriela (esposa) de volta com as crianças, dei o green card, investi no apartamento e fiquei sem dinheiro de novo. Gabriela começou a trabalhar de faxineira, eu fazendo Uber para compensar a renda. A Gabriela não era escrava do trabalho, mas fazia dois mil dólares por mês. Eu fazia 100 final de semana, trabalhava um pouco mais. Mas é difícil ficar competitivo no treino enquanto trabalha. A Gabriela me segurou, se ela não trabalhasse, eu teria que trabalhar muito mais”, concluiu.

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