
Kayla Harrison derrotou Ketlen Vieira no UFC 307 (Foto: Instagram/UFC)
Kayla Harrison irá subir ao octógono para a luta mais importante de sua carreira profissional neste sábado (7), para encara Julianna Peña pelo cinturão peso galo (até 61,2 kg.) do Ultimate. No entanto, antes disso ela precisará vencer a balança nesta sexta-feira (6). Enorme para a categoria e sem a possibilidade de usar a libra de tolerância, a expectativa para o corte de peso da lutadora é grande.
Neste contexto, o principal treinador da norte-americana na American Top Team, Mike Brown, falou sobre o processo para chegar ao limite da categoria em entrevista ao site ‘MMA Fighting‘ semanas atrás.
“Ela fará o que for preciso. Ela é tão comprometida quanto qualquer atleta, e um dos maiores obstáculos para ela é o peso. Mas ela está disposta a fazer o que for preciso para ser a melhor. Não é fácil, mas ela consegue. Ela pode fazer quantas vezes quiser. É só disciplina e mudar o corpo. É o ideal? Talvez não, mas ela está disposta a se sacrificar e fazer essas mudanças, e ela é tão boa que consegue fazer acontecer e vencer quem quer que coloquem na frente dela.
Kayla Harrison em pesagem na PFL. Foto: Reprodução/Instagram/PFLMMA
Bicampeã olímpica de judô competindo com 78 kg., Kayla Harrison passou a maior parte da carreira no MMA na divisão peso leve (até 70,3 kg.). Apesar de enaltecer o profissionalismo da aluna, Brown reconheceu que gostaria de vê-la lutando numa categoria mais pesada.
“Ela prefere lutar com um peso maior e acho que seria ainda melhor com um peso maior, mas infelizmente eles (UFC) não têm condições. Acho que o ideal seria 66 kg ou algo assim, mas ela pode lutar qualquer peso e mostrar ao mundo do que é capaz, e acho que ela é a melhor lutadora do planeta”, disse Brown. O problema é que eles não têm (peso-pena). Se tivessem, ela não estaria lutando com 61 kg. Mas como eles não têm, ela tem que lutar. Então, ela é meio que forçada a isso”, concluiu.