Escalado para o grandioso UFC 317, Jhonata Diniz se prepara para encarar o estreante Alvin Hines, após luta contra Justin Tafa ser cancelada recentemente. Derrotado em sua última aparição quando encarou Marcin Tybura, a promessa brasileira dos pesados (até 120,2kg.) não espera nada além de uma performance agressiva e contundente neste sábado (28).
Em entrevista exclusiva ao SUPER LUTAS, Diniz falou sobre sua próxima luta e relembrou mudança e evolução de mentalidade após perder invencibilidade para o polonês. Conhecido pelo carro-chefe na luta em pé, o curitibano garantiu que seu foco durante preparação foi melhorar a ‘grande falha’ no departamento do wrestling e jiu-jitsu, a fim de evitar cenas parecidas como de sua última aparição.
“Depois que passamos pela situação de estar escalado contra um striker e mudarem em cima da hora para uma luta contra um grappler, a gente entendeu que tudo pode acontecer a qualquer momento. Depois que voltei da luta (contra Marcin Tybura), comecei a investir mais nessa parte de do grappling, jiu-jitsu, wrestling, comecei a melhorar essa parte que era muito, muito falha”
Jhonata Diniz em derrota para Marcin Tybura no UFC 309. Foto: Reprodução/Twitter/UFC News
“Quando chegou a luta contra o Justin Tafa, decidi com meu treinador que íamos direcionar a energia para luta em pé, que é aonde ele vai propor, mas a gente não pode deixar de treinar luta agarrada, wrestling, jiu-jitsu, MMA, porque ninguém sabe o que vai acontecer de verdade. Parece que estávamos prevendo que ia acontecer, que ele ia correr. Quando trouxeram esse atleta (Alvin Hines), a gente viu que era da luta agarrada, só que estávamos confortáveis para aceitar (…) hoje estamos preparados para sair na mão com qualquer um, quem vier vamos sair na mão”
Ciente que não luta mais kickboxing e sim MMA, o brasileiro destacou choque de realidade após fazer intercâmbio no Galpão da Luta, academia renomada que conta com nomes como Eduarda Moura, Raffael Cerqueira e seu grande parceiro Jailton Malhadinho.
“Foi muito marcante para mim. Quando terminei minha luta com o Tybura, eu falei que ia pedir arrego, ajuda para todo mundo porque não tenho ego, não tenho vaidade nenhuma. Foi nessa que acabei fechando uma parceria muito legal com Malhadinho no Galpão da Luta, fui para lá e realmente enxerguei que essa parte da luta agarrada era muito fraca, muito fraca perto do que eles treinavam lá. Comecei a treinar de verdade o jiu-jitsu, wrestling, para eu nunca mais passar por aquela situação na minha vida”
Jhonata Diniz em treino no Galpão da Luta. Foto: Reprodução/Instagram @jhonnythai
Pronto para recepcionar Alvin, atleta invicto que ganhou contrato após sucesso no LFA, Jhonatan demonstra estar ciente das habilidades de seu rival e evita menosprezar qualquer ação que o norte-americano possa ter.
“A gente assistiu todo material que tinha disponível dele, fizemos um mapeamento muito legal dele. Eu sei que ele é um atleta duro, é um cara que não entrega a luta, que propõe muito, tem vitória por nocaute, finalização, pontos, então é um atleta experimentado, completo, que vai propor a luta agarrada que é a origem dele, com certeza vai ser uma guerra, tenho certeza disso. Por ser a estreia, ele vai querer mostrar serviço”
Alvin Hines (fotto) enfrenta Jhonata Diniz no UFC 317. Foto: Reprodução/LFA
Grande favorito nas casas de apostas, Diniz afirma que, caso faça jus ao status no UFC 317, não desperdiçará oportunidade de desafiar o ‘temido’ Sergei Pavlovich, atual quarto colocado no ranking, a seguir.
“Quando venci o Karl Williams pedi o atleta mais perigoso da divisão e me deram o Derrick Lewis, infelizmente ele correu e me deram o Tybura. Agora novamente tenho essa mesma sensação, quero me testar contra os melhores, lutar contra os mais brabos, me testar com caras perigosos. Hoje é Sergei Pavlovich, é uma luta que quero muito fazer, é um atleta que por ele estar lá em cima no ranking, não sei se é viável para mim, para a organização, para ele, por esse ponto de ranking. Mas é um atleta que quero fazer luta e se puder pedir por ele, é ele quem eu quero”
Sergei Pavlovich (dir) venceu Jairzinho Rozenstruik (esq) no UFC Arábia Saudita. Foto: Reprodução X UFC
“É o bicho papão da categoria, ninguém quer sair na mão com os caras. Esses atletas que me vejo assim: quem é o brabo da categoria? Quem são os melhores da categoria? Eu sempre tento jogar minha referência lá em cima, então para eu chegar a ser o melhor, tenho que bater os melhores. Quem é o bicho papão da categoria hoje? É o Pavlovich? É esse que vou mirar. Essa luta que quero para mim hoje”, concluiu.