
Jon Jones e Tom Aspinall têm rivalidade no UFC. (Foto: Montagem/SUPER LUTAS)
Apenas duas semanas após anunciar sua aposentadoria do MMA, Jon Jones está alimentando o maior suspense do UFC. Nesta segunda-feira (7), o ex-campeão dos pesos pesados (até 120,2kg.) disparou uma mensagem enigmática no X (antigo Twitter) sobre volta como desafiante ao cinturão de Tom Aspinall.
“É bom ser o caçador e não a caça, por uma vez”, escreveu ‘Bones’ em sua conta oficial.
A declaração, aparentemente casual, é estratégica. O norte-americano, de 37 anos, sinalizou seu interesse em uma luta nos jardins da Casa Branca, promovido por Donald Trump em 2026. Ele também revelou estar de volta ao programa de testes antidoping da organização.
A metáfora de Jones não é aleatória. Por meses, Tom Aspinall desferiu críticas públicas questionando a coragem de Jones em enfrentá-lo. O britânico herdou o título após a aposentadoria de ‘Bones’ no final de junho. Agora, Jones inverte o jogo ao se auto intitular ‘caçador’.
O cenário para esse possível retorno é cinematográfico. Em discurso no Iowa em 3 de julho, o presidente Donald Trump revelou planos de sediar um evento épico do UFC na Casa Branca em julho de 2026, como parte das comemorações dos 250 anos da Independência dos EUA. A ideia incluiria uma luta pelo título diante de 25 mil pessoas.
Enquanto Jones brinca com as palavras, Aspinall age nos bastidores. O inglês já teria ‘data e oponente’ definidos para sua primeira defesa de título. Jailton Malhadinho e Ciryl Gane são as opções.
A sombra de Jones ameaça reviravoltas. Joe Rogan, comentarista oficial do UFC, revelou em seu podcast que Jones exigiu US$ 30 milhões (R$ 185 milhões) para enfrentar Aspinall, valor que o UFC considerou ‘pagável’. Se o evento da Casa Branca se concretizar, a cifra astronômica pode deixar de ser um obstáculo.
Até agora, o presidente do UFC, Dana White, não comentou publicamente o retorno de Jones ou o evento na Casa Branca. Mas fontes próximas à organização descrevem negociações bem encaminhadas.
O atual presidente dos Estados Unidos também já participou de eventos e foi recebido por Jon Jones com uma ‘dança’ no UFC 309. Para Dana, ter ‘Bones’ e Conor McGregor (que também se ofereceu para o evento) em um card na sede do governo seria o maior evento da história da organização.