
Valter Walker em vitória no UFC Nashville (Foto: Instagram/UFC)
Alcançar a terceira vitória por finalização seguida no primeiro round em uma divisão mais rasa como a dos pesos pesados (120,2 kg) do UFC pode significar para muitos a oportunidade de um grande salto para enfrentar atletas ranqueados e se aproximar do topo da categoria, mas não para Valter Walker. Ao menos, ainda não.
Em entrevista muito sincera ao ‘MMA Fighting’ após a vitória sobre Kennedy Nzechukwu no UFC Nashville, no último sábado (120,2 kg), Walker, de 27 anos, se mostrou muito feliz com o resultado, mas nem tanto com a performance.
“Estou muito feliz porque venci e ganhei o bônus e um novo contrato, mas não estou contente com minha performance. Achei que eu estaria mais calmo. No momento que soltei o jab e ele segurou minha luva, isso me surpreendeu. Achei que ele andaria par atrás. Comecei a correr e persegui-lo e isso foi um erro grave. Se ele fosse mais experiente, alguém no top 10, teria me nocauteado, sem dúvidas. Foi um erro que quero voltar à academia e treinar. Tenho muito Wrestling e não sei o que aconteceu. Não sei se foi falta de experiência ou imaturidade porque a arena estava lotada, com muito barulho. Foi um erro bobo e fico feliz de ter corrigido rapidamente”
De olho em um retorno rápido à ação, Valter Walker apontou o UFC Paris, em setembro, ou o ainda não confirmado evento no Brasil, em outubro, como metas. O alvo da vez é o português invicto Mario Pinto, mais um atleta fora do ranking da categoria.
“Eu sei que os caras do top 10 estão em outro nível. Como eu disse antes, não quero estar lá agora. Estou repetindo isso várias vezes. Não quero entrar no ranking agora. Não estou pronto. Se eu puder segurar por um ano e meio, dois anos, ótimo, então posso entrar no ranking. Se eu entrar no ranking agora, vou ficar irritado. Seria contra minha vontade”, afirmou.
A torcida de Valter Walker para permanecer fora do ranking dos pesos pesados, pelo menos por ora, deu resultado. Em atualização promovida na madrugada desta terça-feira (15), o nome do brasileiro permanece fora do top 15 da categoria, que teve como única mudança o baiano Tallison Xicão perdendo uma posição, caindo para 14º e trocando de lugar com Martin Buday.