
Bryce Mitchell se envolve em mais uma polêmica. Foto: Reprodução X/ThugnastyMMA
Conhecido por suas declarações controversas, Bryce Mitchell voltou a causar polêmica após sua vitória no UFC Abu Dhabi, no último sábado (26). Em entrevista concedida após o evento, o lutador foi questionado sobre suas crenças envolvendo a teoria da Terra Plana, manteve seu discurso conspiratório e citou a Antártida como a suposta ‘borda do mundo’.
“Bem, tem uma parede de gelo, e ela se chama Antártida, e você não pode ir para lá. Tipo, nos anos 1940 ou 1950, fizemos um tratado sobre a Antártida que torna ilegal viajar para lá, então o que tem além dessa parede de gelo? Não faço ideia. É ilegal mesmo. Mas, mano, acredite em mim, eu seria a primeira pessoa a descer lá se eles legalizassem”, disse Mitchell, visivelmente empolgado com o tema.
Apesar do comentário, Bryce Mitchell viveu um bom momento esportivo no UFC Abu Dhabi. Em sua estreia na divisão dos galos (até 61,2kg), ele venceu Said Nurmagomedov por decisão unânime após uma luta marcada pela reviravolta.
Nurmagomedov começou melhor, aplicando um joelho que chegou a apagar momentaneamente Mitchell no primeiro round. O norte-americano admitiu não lembrar parte do assalto inicial. No entanto, a partir do segundo round, Bryce conseguiu impor seu jogo de solo, garantindo quedas, controle posicional e tentativas de finalização até o fim da luta.
Bryce Mitchell, tem se tornado um dos nomes mais controversos do MMA. Em 2025, ele já havia chocado o mundo ao elogiar Adolf Hitler e negar o Holocausto durante a estreia de seu podcast ArkanSanity, comentários pelos quais depois se desculpou publicamente.
Dana White classificou as declarações como ‘repugnantes’, mas afirmou que a organização não tomaria medidas disciplinares, em respeito à liberdade de expressão.
Além disso, Mitchell já afirmou que a gravidade não existe, que a NASA manipula a população com imagens falsas do espaço, e que o coronavírus foi criado em laboratório para controlar a sociedade. Também é conhecido por comentários discriminatórios envolvendo indígenas, a comunidade LGBTQIA+ e por negar tragédias históricas com base em teorias conspiratórias.