
Khamzat Chimaev dominou Dricus du Plessis no UFC 319 (Foto: Instagram/UFC)
Khamzat Chimaev marcou seu nome como uma das maiores apresentações ao conquistar o cinturão dos pesos médios (até 83,9kg) no UFC 319 do último sábado (16), em vitória contra Dricus Du Plessis. O sueco não apenas faturou o título, mas também quebrou recordes ao aplicar um dos maiores ‘amassos’ já vistos na organização, incluindo uma diferença significativa na pontuação dos juízes.
Pensando nisso, o SUPER LUTAS separou as maiores apresentações de lutadores em embates pelo título.
Chimaev venceu por decisão unânime, com os três cartões indicando 50-44, 50-44 e 50-44, todos seguindo o mesmo padrão: quatro rounds claramente vencidos por 10-9 e um round com uma pontuação ainda mais expressiva de 10-8 para o novo campeão.
O domínio de Khamzat na luta foi absoluto. O atleta conectou 529 golpes ao longo do combate, realizou 12 quedas e manteve impressionantes 21 minutos e 40 segundos de controle em solo – recorde na divisão dos médios até então. Du Plessis não teve espaço para impor seu jogo ou sequer ameaçar o campeão.
C.Velasquez (dir.) acerta J.Cigano (esq.). Foto: Reprodução/UFC
Um dos exemplos mais notórios foi a vitória de Cain Velasquez contra Junior Cigano no UFC 155, em 29 de dezembro de 2012. O norte-americano venceu na decisão unânime com pontuações de 50-45, 50-44 e 50-43, com um dos juízes assinalando dois rounds como 10-8.
Cain impôs um forte ritmo desde o início, aplicou 11 quedas e dominou o octógono por 25 minutos. Sua estratégia de pressão constante neutralizou a capacidade de contra-ataque de Cigano, que teve dificuldades para responder efetivamente. Ao final dos cinco rounds, o brasileiro apresentava um rosto visivelmente danificado, com inchaços e hematomas.
Rich Franklin venceu David Loiseau) no UFC 58. Foto: Reprodução/Twitter
Outro combate que marcou a história por sua disparidade foi Rich Franklin x David Loiseau no UFC 58, em março de 2006. O ‘Ace’ dominou completamente o confronto e conseguiu margem expressiva de 50-43, 50-42 e 50-42. Foi a maior diferença na pontuação já registrada em disputas de cinturão.
Na luta, ele conectou 127 golpes significativos contra apenas 21 de Loiseau, o que representa uma margem absurda de mais de 106 golpes. Além disso, o então campeão controlou o combate no solo por 8 minutos e 37 segundos, enquanto seu adversário somou apenas 15 segundos de domínio.
Franklin trabalhou como um ‘sniper’, escolhendo com precisão os momentos para atacar, usando chutes ao corpo e à coxa para desgastar o oponente, além de abusar do clinch e das quedas para manter o controle absoluto.
Amanda Nunes x Irene Aldana no UFC 289. Foto: Reprodução/Instagram UFC
No cenário feminino, Amanda Nunes se despediu do MMA em alto estilo, ao derrotar Irene Aldana com uma decisão unânime de 50-44, 50-44 e 50-43. A ‘Leoa’ todas as áreas da luta, ao conectar golpes precisos, aplicar quedas e impor forte jogo de solo.
O resultado coroou sua trajetória vitoriosa como campeã dos pesos galos (até 61,2kg) e penas (até 65,7kg), que anunciou a aposentadoria após a luta. Ela, contudo, já sinalizou a volta para enfrentar Kayla Harrison no início de 2026.
Glover Teixeira foi derrotado por Jamahal Hill no UFC 283 (Foto: Instagram/UFC Español)
Outro exemplo recente de domínio técnico expressivo foi a luta entre Jamahal Hill e Glover Teixeira, no UFC 283. O norte-americano venceu com três 50-44, com uma defesa de quedas aprimorada, ao impedir 15 das 17 tentativas do veterano, o que praticamente anulou o jogo de grappling do brasileiro.
Na luta em ppé, Hill aplicou 232 golpes significativos, que é, até hoje, o recorde na divisão dos meio-pesados (até 83,9kg.). Seu jab afiado e chutes altos causaram cortes e inchaços em Glover, que resistiu bravamente, mas não conseguiu virar o jogo.
Jamahal também manteve o ritmo da luta e mostrou resistência para segurar a pressão por cinco rounds, mesmo sofrendo uma queda no último assalto. A vitória confirmou o norte-americano como o novo campeão dos meio-pesados e aposentou o brasileiro.