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Anderson Silva vai quase dobrar fortuna após processo contra o UFC; entenda os valores

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Após um acordo judicial com o UFC, Anderson Silva vai quase dobrar a fortuna que acumulou ao longo de sua carreira no Ultimate. O lutador será um dos principais beneficiados no processo antitruste movido por atletas contra a organização. Segundo informações divulgadas pelo jornalista John S. Nash, Spider deve receber cerca de US$ 10,33 milhões (aproximadamente R$ 56,1 milhões na cotação atual) entre os 1.067 lutadores contemplados.

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Reconhecido como um dos maiores nomes da história do UFC, Anderson Silva possui, segundo o site ‘Wealthy Gorilla’, um patrimônio líquido estimado em US$ 18 milhões (R$ 98 milhões na cotação atual). Com o valor obtido no processo, o ex-campeão deve alcançar a marca de US$ 28 milhões (cerca de R$ 152 milhões).

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Bolsas de Anderson Silva no UFC

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A. Silva (foto) é considerado um dos melhores lutadores de todos os tempos. Foto: Reprodução/Twitter @spideranderson

Apesar de ter construído sua fama no octógono do UFC, a maior parte da fortuna de Anderson Silva não veio das bolsas de suas lutas. De acordo com o site ‘The Sports Daily’, em sua estreia na organização, em 2006, o brasileiro recebeu apenas US$ 66 mil (cerca de R$ 149 mil na cotação da época). Já em sua última luta pelo Ultimate, em 2020, Spider embolsou US$ 620 mil (cerca de R$ 3,25 milhões na cotação da época).

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Ao todo, em 25 lutas no UFC, estima-se que Anderson Silva recebeu US$ 8,7 milhões (cerca de R$ 47,38 milhões na cotação atual) apenas em bolsas. O restante de sua fortuna veio de patrocínios, empreendimentos, investimentos e trabalhos como ator, embora nem todos os valores sejam públicos.

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Anderson Silva teve salário milionário no boxe

Após encerrar sua trajetória no MMA, Anderson Silva passou a faturar cifras expressivas no boxe. Contra Julio César Chávez Jr., em 2021, recebeu US$ 500 mil (R$ 2,7 milhões na época) de bolsa fixa, além de US$ 100 mil pelo adversário não bater o peso, somando aproximadamente US$ 600 mil com a participação no pay-per-view.

No duelo contra Jake Paul, em 2022, o brasileiro faturou US$ 500 mil de bolsa fixa, mais 35% da receita do pay-per-view, alcançando cerca de US$ 1,5 milhão (R$ 7,744 milhões na época).

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O caso antitruste contra o UFC

Dana White (dir.) e Anderson Silva (esq.). em coletiva de imprensa do UFC. Foto: Divulgação/UFC

A ação coletiva foi movida por lutadores que alegaram práticas anticompetitivas do UFC entre 2010 e 2017. O processo, iniciado em 2014, resultou em um acordo de US$ 375 milhões, aprovado em fevereiro de 2025 pelo juiz federal Richard Boulware. Do valor total, US$ 126 milhões foram destinados a honorários legais, enquanto os US$ 251 milhões restantes foram divididos entre os atletas elegíveis.

Por ter atuado no UFC entre dezembro de 2010 e junho de 2017, Anderson Silva foi incluído automaticamente como class member, sem precisar solicitar individualmente o pagamento. Cabe agora ao Spider aceitar ou recusar o valor.

Segundo os documentos judiciais, o menor pagamento identificado foi de US$ 16.138,45, enquanto a média gira em torno de US$ 250 mil por atleta. Aproximadamente 35 lutadores receberão mais de US$ 1 milhão.

UFC acusado de monopólio

A ação alegava que o UFC, então sob controle da Zuffa (atualmente parte do grupo TKO Holdings), monopolizou o mercado e restringiu a concorrência, afetando diretamente a remuneração e a mobilidade dos lutadores. A organização foi acusada de impor contratos exclusivos com cláusulas restritivas, ameaçar atletas que competissem em outros eventos e adquirir promotoras concorrentes, como Pride, WEC e Strikeforce, para centralizar o mercado.

O processo cobria o período em que o UFC se consolidou como a principal entidade de MMA do mundo, entre dezembro de 2010 e junho de 2017.

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Publicado por
Gabriel Reis