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Em domingo de clássicos no Brasileirão, relembre grandes rivalidades brasileiras no UFC

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Vitor Belfort Anderson Silva

Anderson (esq.) e Belfort (dir.): de rivais a colegas de “pelada”. Foto: Divulgação

Neste domingo (21), grandes clássicos como Flamengo x Vasco, Internacional x Grêmio e Santos x São Paulo agitam os gramados em uma rodada marcada por clássicos no Brasileirão. Aproveitando esse clima, o SUPER LUTAS relembra algumas grandes rivalidades brasileiras que agitaram o UFC.

Dentro do octógono, algumas rivalidades se tornaram icônicas e entraram para a história. Vamos relembrar e contextualizar algumas delas:

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Vitor Belfort x Wanderlei Silva

Sequência de Vitor sobre Wand foi a cena mais marcante do UFC Brasil em 1998. Foto: Divulgação

Quase 30 anos se passaram desde a única vez em que Vitor Belfort e Wanderlei Silva diviram o octógono. A rivalidade entre os dois, no entanto, continua gerando enredo até hoje.

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Antes de se tornarem lendas do MMA mundial, Vitor Belfort nocauteou Wanderlei Silva em apenas 44 segundos na primeira edição do UFC no Brasil, em 1998. Anos depois, em 2012, os dois protagonizaram, como treinadores, a primeira temporada do The Ultimate Fighter Brasil, versão brasileira do reality show do UFC. A expectativa era que a revanche ocorresse ao fim da temporada, mas uma lesão de Belfort impediu que o plano se concretizasse.

Vitor Belfort e Wanderlei Silva tinham luta de boxe marcada para o próximo sábado (27), no Spaten Fight Night 2, mas concussões sofridas em treinamento forçaram Vitor Belfort a cancelar o compromisso, sendo substituído pela lenda do boxe Acelino Popó Freitas.

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Anderson Silva x Vitor Belfort

Pesagem foi um dos momentos de destaque do duelo. Foto: Divulgação

A rivalidade entre Anderson Silva e Vitor Belfort transcendeu o esporte, representando um choque de gerações entre dois dos maiores ícones brasileiros do MMA. De um lado, o reinado absoluto de Anderson Silva, que dominava a divisão dos médios com uma aura de invencibilidade. Do outro, Vitor Belfort, o “Fenômeno”, buscando provar que ainda era capaz de alcançar o topo. O embate foi tão aguardado que ganhou o apelido de “Luta do Século” ainda em sua divulgação.

O clímax ocorreu no UFC 126, quando Silva conectou um chute frontal histórico que nocauteou Belfort em menos de quatro minutos. O movimento não apenas encerrou a disputa de forma espetacular, mas coroou definitivamente Silva como lenda viva do esporte. A imagem do nocaute tornou-se um dos momentos mais replicados da história do UFC.

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Mesmo anos depois, a “Luta do Século” permanece como referência de como rivalidades entre grandes astros podem elevar o MMA a um patamar cultural mais amplo, transformando um combate em verdadeiro evento histórico.

Mauricio Shogun x Lyoto Machida

Lyoto Machida (esq.) e Mauricio Shogun (dir.) se enfrentaram duas vezes pelo cinturão (Foto: Reprodução)

A rivalidade entre Mauricio “Shogun” Rua e Lyoto Machida foi um choque de estilos que cativou os fãs de MMA. De um lado, o caratê preciso e defensivo de Machida; do outro, o muay thai agressivo de Shogun. Sua primeira luta, em 2009, foi tão técnica e disputada que gerou uma controvérsia histórica: Machida venceu por decisão unânime, mas muitos acreditavam que Shogun havia feito o suficiente para ganhar.

A revanche, no UFC 113, não deixou dúvidas. Shogun ajustou sua estratégia, encontrou a distância certa e nocauteou Machida no primeiro round, conquistando o cinturão dos meio-pesados. A luta mostrou a evolução tática de Shogun e a resiliência de ambos os lutadores.

Apesar da rivalidade, Shogun e Lyoto mantiveram respeito mútuo, tornando seu embate um exemplo de como uma disputa intensa pode ser travada com honra. Suas duas lutas – a primeira controversa e a revanche definitiva – permanecem como um dos duelos mais técnicos e memoráveis da história do UFC, marcando uma era de excelência brasileira no esporte.

Amanda Nunes x Cris Cyborg

Amanda Nunes (esq.) venceu Cris Cyborg por nocaute em dezembro de 2018. Foto:Reprodução / Facebook ufc

A rivalidade entre Amanda Nunes e Cris Cyborg foi o embate mais aguardado do MMA feminino, colocando frente a frente duas brasileiras no ápice de suas carreiras. De um lado, Cris Cyborg, campeã peso pena e cinvicta há 13 anos e considerada a lutadora mais dominante da história. De outro, Amanda Nunes, já campeã dos galos e determinada a conquistar seu segundo cinturão. A luta no UFC 232 definiria não apenas uma campeã, mas a verdadeira maior lutadora de todos os tempos.

O desfecho foi tão explosivo quanto inesperado: no UFC 232, em dezembro de 2018, Nunes conectou uma sequência devastadora de golpes que nocauteou Cyborg em apenas 51 segundos. O impacto foi histórico – não apenas pela vitória relâmpago, mas por quebrar uma invencibilidade de mais de uma década e coroar “Leoa” como a primeira mulher a conquistar dois cinturões simultaneamente no UFC.

Apesar do veredito claro dentro do octógono, a rivalidade manteve-se viva além do UFC. Cyborg, que seguiu conquistando títulos em outras organizações, manifestou publicamente sua frustração pela falta de revanche, deixando claro que a chama competitiva nunca se apagou completamente. Este embate não só redefiniu uma era do MMA feminino, como solidificou Amanda Nunes como a maior lutadora de todos os tempos.

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Publicado por
Fernando Keller