
Charles do Bronx é ex-campeão do UFC. Foto: Reprodução/Instagram/UFC India
Sem adversário definido após a recente saída de Rafael Fiziev por lesão, Charles do Bronx deixou no ar sua presença no UFC Rio, marcado para 11 de outubro. O brasileiro reiterou a vontade de lutar diante da torcida, mas admitiu que a busca por um novo rival dificulta a preparação e pode comprometer sua permanência como atração principal do evento.
O ex-campeão dos leves (até 70,3 kg) revelou, em entrevista ao jornalista Laerte Viana, que passou todo o camp focado em um adversário de trocação e mostrou resistência em aceitar Mateusz Gamrot como substituto. O polonês, especialista em wrestling e grappling, se ofereceu para o desafio, mas a possibilidade não empolgou Charles, que vê a situação com cautela.
“Eu não corro de luta, mas vamos ver o meu lado. Eu perdi minha última luta e o carinho do povo, dos fãs, fez com que eu quisesse voltar o quanto antes. Teve a oportunidade do Rio e eu pedi para o UFC e para o Diego fazerem acontecer. Marcamos a luta. Pegamos um cara que era o Fiziev, um cara duro, mas com tempo para focar. Fiquei o tempo todo aqui em São Paulo só treinando, fazendo todos os treinos possíveis da academia, o dia inteiro. Estava focado em um cara da trocação”, explicou.
Charles do Bronx lembrou que a troca de última hora coloca em xeque toda a estratégia montada para o duelo. Segundo ele, aceitar Gamrot, com estilo totalmente distinto do de Fiziev, pode colocar em risco não apenas sua performance, mas também o investimento de dois meses de preparação dedicada a outro tipo de combate.
“Aí faltando duas semanas para a luta, muda o jeito de lutar? Tudo isso é muito complicado. Não quero sair do card. Pedi para estar nesse card, estou treinando muito para isso, porém temos que entender. Se me mandam um cara que ninguém sabe quem é, como eu faço uma luta dessa? Vai depender muito de quem é o cara. Eu quero muito lutar no evento, mas temos que esperar para entender”, reforçou Charles do Bronx.
Mesmo reconhecendo que um duelo contra Gamrot poderia lhe oferecer bons cenários dentro do octógono, Charles reforçou que o contraste em relação ao camp voltado para a trocação torna tudo mais delicado.
“É um jogo completamente diferente. É um jogo bom para mim, porque vem fazendo a parte de wrestling, de grappling, porém completamente diferente do que eu estou treinando há quase dois meses”, finalizou.