
Amanda Nunes com os cinturões dos pesos galo e pena (Foto: Instagram/UFC)
Daniel Cormier é contra a substituição de Kayla Harrison no confronto marcado contra Amanda Nunes pelo UFC 324, agendado para o dia 24 de janeiro. A norte-americana pegou fãs e especialistas de surpresa ao anunciar uma lesão no pescoço que a impede de competir no evento, abrindo o debate sobre a possibilidade de a brasileira receber uma nova adversária em uma eventual disputa de cinturão interino.
Em entrevista para Ariel Helwani, Cormier apontou que o tempo de recuperação de Kayla Harrison é determinante para qualquer decisão do UFC. O ex-campeão destacou que, caso a ausência seja curta, não haveria justificativa para criar um título interino, já que a lutadora competiu recentemente e a luta contra Amanda Nunes segue sendo um dos maiores confrontos possíveis da divisão.
“A Kayla vai ficar fora por seis meses? Porque, se for só por seis meses, não dá para dizer que isso é uma luta por cinturão interino. A Kayla acabou de lutar recentemente, um título interino faz mesmo sentido?”, disse Daniel Cormier.
Na avaliação do ex-atleta, o Ultimate também não precisaria, necessariamente, colocar um cinturão em jogo para manter o valor do duelo. Segundo Cormier, existe o risco de comprometer o embate mais aguardado da categoria caso Amanda Nunes seja escalada para outra luta e acabe sendo derrotada. Por outro lado, apenas em um cenário de afastamento mais longo de Kayla Harrison faria sentido dar sequência a um combate com a leoa, criando a situação de duas campeãs com cinturões em mãos.
“Amanda Nunes vs. Kayla Harrison é uma luta gigantesca. Você não precisa necessariamente da Amanda Nunes segurando um cinturão. Você não quer correr o risco de ela perder e, com isso, acabar perdendo também a luta contra a Kayla Harrison. Se a Kayla vai ficar fora apenas seis meses, você não dá essa luta para a Amanda. Se for mais do que seis meses, aí sim você dá a luta para a Amanda Nunes, com a esperança de que ela ainda vença, e então você passa a ter duas campeãs, ambas com cinturões.”, concluiu Daniel Cormier.
Amanda Nunes (esq.) venceu Cris Cyborg por nocaute em dezembro de 2018. Foto:Reprodução / Facebook ufc
Após o anúncio da saída de Kayla Harrison do UFC 324, não demorou para surgirem interessadas em ocupar a vaga e enfrentar Amanda Nunes. Norma Dumont e Cris Cyborg se colocaram à disposição para assumir o confronto e manter o duelo de alto nível no card do evento.
Em entrevista exclusiva ao SUPER LUTAS, Norma Dumont deixou claro que aceita o desafio e revelou que já entrou em contato direto com o UFC para demonstrar interesse na luta. Já Cris Cyborg recorreu às redes sociais, onde publicou uma foto vestindo uma camisa que promove sua primeira luta contra a ‘Leoa’, gesto interpretado como um pedido de revanche contra a ex-campeã.