
Alex Poatan e Jon Jones posam para fotos no UFC 306 na Esfera. Foto: Reprodução/Instagram/UFContnt
Nome mais popular do UFC na atualidade, Alex Poatan não esconde de ninguém o desejo de se testar na academia dos pesos pesados (até 120,2 kg.). Com a possibilidade de conquistar mais um título na divisão mais nobre dos esportes de combate à vista, o paulista também já mostrou o interesse de medir forças com Jon Jones. Neste contexto, a recente declaração do próprio norte-americano sobre ter artrite severa em seu quadril não parece ter impressionado o Pataxó.
Em entrevista ao jornalista Leonardo Guimarães no canal oficial de Valter Walker no YouTube, o campeão dos meio-pesados (até 93 kg.) não pareceu surpreso com a notícia sobre a lesão de Bones. Segundo ele, é compreensível e até mesmo esperado que alguém com tantos anos de serviços prestados ao MMA tenha ferimentos incuráveis pelo corpo.
“Acho que todo atleta tem lesões crônicas, lesões graves. Se um atleta de alto nível diz algo assim, considerando o histórico dele, não é novidade para mim”, afirmou o veterano dos esportes de combate.
Além das conquistas na maior organização de MMA do mundo, o brasileiro também foi duplo-campeão no maior palco do kickboxing no mundo, o Glory. Mesmo após diversos momentos memoráveis, Poatan também quer protagonizar um dos eventos mais esperados da história do esporte, na Casa Branca, em junho. Com tantas possibilidades para adversários, ele destacou não se preocupar tanto com quem estará do outro lado do octógono.
“Quem quer que coloquem na minha frente, eu lutarei. Adoro lutar, então não importa a categoria de peso — claro, se disserem peso médio, não posso mais lutar nessa categoria. Nas outras duas divisões, meio-pesado e pesado, (o oponente) é indiferente para mim”, afirmou.
Poatan chega ao evento para lutar. Foto: Reprodução/Instagram/UFC
Para além da oportunidade de fazer história como um dos melhores de todos os tempos, Alex também está disposto a se manter na divisão nos 93 kg. e seguir defendendo a coroa.
“Acho que todos ali, pelo menos os ranqueados, têm chance de vencer a qualquer momento. Eles estão se enfrentando com muita garra, então são os melhores. Do número 10 para cima, qualquer lutador que você colocar lá é perigoso. É uma luta. Tem muita gente — talvez nomes não tão relevantes, mas não me importo com isso. Se você treina, está ranqueado e quer lutar, vamos lutar”, concluiu.
Apesar de ter iniciado sua trajetória no Ultimate como peso médio (até 83,9 kg.), foi na categoria de cima que ele teve seus melhores momentos, com triunfos contra Jiri Prochazka, Jamahal Hill e Magomed Ankalaev. Atualmente, apenas Azamat Murzakanov ainda não enfrentou o campeão.