Resumo

Carlos Leal comemora vitória no UFC. Foto: Reprodução/Facebook/UFC
Carlos Leal parece ter o hábito de ignorar lesões sempre que entra no octógono do UFC. O brasileiro teve grande atuação no UFC Houston, realizado no último sábado (21), e conseguiu apagar a imagem deixada após ser nocauteado por Muslim Salikhov, em um duelo no qual, segundo o próprio ‘The Lion’, competiu com uma fratura no rosto.
Em entrevista exclusiva ao SUPER LUTAS, o atleta revelou que sofreu a lesão cerca de dez dias antes do confronto, mas optou por não se retirar do card para evitar prejuízos ao evento. Após passar por diversos especialistas, recebeu a recomendação unânime para não lutar, já que um golpe na região poderia agravar a fratura, deslocar o osso e até comprometer sua visão, com risco de aposentadoria precoce. Ainda assim, decidiu seguir com a participação por acreditar que os motivos pessoais compensavam o perigo envolvido.
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“Tem coisa que eu não falei pra ninguém, pra não acharem que era uma desculpa. Faltando dez dias pra luta, eu quebrei o meu rosto, eu fiz uma fratura e eu não quis sair da luta pra não queimar o evento em cima da hora. Eu falei com os médicos, todos os médicos que eu falei, passei por vários especialistas, todos eles falaram que não era pra lutar, porque se eu tomasse um soco aqui, podia esfarelar o osso, podia subir e furar o meu olho, eu poderia me aposentar. Só que eu tinha os meus motivos pra ter ido lutar, meus motivos que eu acreditei que pra mim valeriam a pena, mesmo que tivesse esse risco.”, disse Carlos Leal.
Leal também explicou que escondeu o problema de praticamente toda a equipe, informando apenas o treinador e o empresário sobre a fratura diagnosticada por tomografia. A condição o obrigou a mudar completamente a estratégia planejada para enfrentar o russo, adotando uma abordagem de tudo ou nada em busca de um desfecho rápido. No entanto, o adversário foi mais preciso e conseguiu conectar o golpe decisivo antes, aproveitando a postura agressiva do brasileiro.
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“A gente não falou pra ninguém, a não ser pro nosso empresário, nem pros parceiros de treino, eles não sabiam que eu fui lutar machucado, só o meu treinador sabia, eu falei pra não falar pra ninguém da tomografia e fui pra luta, só que o que aconteceu? Eu tive que trocar totalmente a estratégia que eu ia fazer com o Salikhov. Fui para o tudo ou nada. Só que ele foi mais sagaz, o crédito foi totalmente dele, eu não tiro esse crédito, porque ele foi malandro, conseguiu me acertar o soco antes, mas eu fui displicente e fui com tanta sede ao pote. Não desrespeitando ele, é porque eu tinha certeza que eu tinha que ganhar essa luta com um soco.”, continuou ‘The lion’.
O lutador assumiu total responsabilidade pela escolha de competir lesionado, destacando que não era obrigado a entrar no cage, mas decidiu correr o risco por vontade própria. Apesar de ter pago o preço com a derrota, reconheceu que a decisão também trouxe aprendizados importantes para sua trajetória no Ultimate.
“Assumo totalmente a responsabilidade do que eu fiz, não era obrigado, eu fui porque eu quis, tive meus motivos, fui e acabei pagando o preço, mas se eu ganho, eu sei que a mensagem que eu poderia ter dado seria outra também. Então foi um risco que eu estava disposto a correr e aprendi muito com isso também.“, assumiu o ‘agiota cristão’.
Carlos Leal revela estava lesionado também no UFC Houston
Para a luta mais recente, contra Chidi Njokuani, no UFC Houston, o cenário voltou a se repetir. Durante o último sparring, realizado na sexta-feira anterior à viagem, Carlos Leal sofreu um corte na sobrancelha após um choque de cabeça. Sem tempo para levar pontos antes do embarque, a equipe optou por colar o ferimento, mantendo até os pelos da região para evitar que a lesão ficasse aparente. Segundo ele, esse tipo de situação é consequência direta da intensidade dos treinamentos, realizados sempre em nível de luta.
“Até para essa luta agora, eu acabei indo com um corte aqui na sobrancelha, que não dava para tomar ponto. Eu tive que colar ele, daí não apareceu… Foi na sexta-feira, no último sparring, acabei batendo aqui, choque de cabeça, cortou, daí não podia dar ponto que eu viajava no sábado. A gente colou aqui e nem tiramos o pelo da sobrancelha para não aparecer. Então, porque eu sempre estou tentando treinar em alto nível, imaginando que eu estou lutando e a gente acaba se machucando às vezes.”, concluiu Carlos Leal.
Leia Mais sobre: Carlos Leal, Chidi Njokuani, Muslin Salikhov, UFC, UFC Huston



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