
Adesanya focado antes de lutar no UFC. Foto: Divulgação/Facebook/UFC
Em seu auge no MMA, Israel Adesanya marcou época e foi um campeão dominante no peso médio (até 83,9 kg), mas, agora, vive o outro lado da moeda. Aos 36 anos, o nigeriano se encontra na pior fase da carreira, acumulando três derrotas seguidas. Mesmo assim, o veterano ainda segue prestigiado e lidera o UFC Seattle, evento programado para acontecer neste sábado (28), juntamente com Joe Pyfer, porém mostra pés no chão ao projetar seu futuro.
Tanto que Adesanya negou ter o desejo e qualquer chance de disputar o cinturão da categoria novamente, em caso de vitória sobre o 14º colocado no ranking. É bem verdade que muitos profissionais, tanto em alta, quanto em baixa, se apoiam no legado que construíram no esporte para terem o que desejam e até fazem exigências.
No entanto, tal postura nem passa pela cabeça de Adesanya. Apesar de ser uma estrela do MMA e apontado por muitos como o segundo melhor lutador da história da divisão, atrás apenas de Anderson Silva, o antigo rei, mesmo ciente do peso do seu nome e da importância que possui no UFC, ignora o status e descarta furar a fila dos médios.
“Não. A motivação e o objetivo nesta luta é performar contra Pyfer e vencer. Como eu disse, se eu lutar bem e vencer, quando faço isso, tudo acontece naturalmente. O dinheiro vem, o ouro vem, o prestígio vem, tudo”, disse a lenda do MMA em entrevista ao canal do ‘YouTube’ ‘UFC on Paramount’.
Israel Adesanya, de 36 anos, marcou época como campeão do peso médio (até 83,9 kg) do UFC e virou uma lenda do MMA. O nigeriano iniciou sua trajetória no esporte em 2012, estreou na companhia em 2018 e conquistou o cinturão em 2019. Em seu primeiro reinado na divisão, o renomado striker defendeu o título cinco vezes.
Pela modalidade, o atleta construiu um cartel composto por 24 vitórias, sendo 16 por nocaute, e cinco derrotas. Seus principais triunfos foram sobre Alex Poatan, Anderson Silva, Derek Brunson, Jared Cannonier, Kelvin Gastelum, Marvin Vettori (duas vezes), Paulo Borrachinha, Robert Whittaker (duas vezes) e Yoel Romero.