
Mike Malott venceu Gilbert Durinho no UFC Winnipeg. Foto: Reprodução/Instagram.
Feliz da vida após conquistar a maior vitória da carreira ao nocautear Gilbert Durinho na luta principal do UFC Winnipeg, Mike Malott não pôde comemorar o triunfo em frente aos compatriotas da maneira desejada. Enquanto celebrava, o atleta foi impedido de exibir uma bandeira do Canadá por um funcionário do Ultimate, que arrancou o objeto de suas mãos, gerando um mal-estar imediatamente. Dias após o ocorrido, ele veio a público para falar sua versão da história em entrevista no ‘The Ariel Helwani Show’ nesta segunda-feira (20).
De acordo com Malott, ele teria sido informado que seria possível portar a bandeira caso não estivesse dentro do octógono, regra que não se aplicou na prática. Ainda segundo o lutador, a rispidez mostrada durante o momento lhe deixou bastante chateado.
“Fui levantar a bandeira, e não sei se foi um cara da comissão ou quem era, mas ele disse, ‘Ah, você não tem permissão para tê-la no octógono.’ Eu disse, ‘Posso pular na lateral?’ Ele disse, ‘Claro.’ Então eu pulei, e aí levantei a bandeira. Enquanto eu a estava puxando para cima, ele a arrancou da minha mão — fez tudo de forma bem porcaria. Ele a arrancou e olhou para mim. Eu fiquei tipo, ‘Cara, que diabos, mano? Primeiro, não tenta bancar o durão comigo — eu acabei de lutar na jaula. E segundo, eu não entendo qual é a regra que diz que eu não podia ter aquela bandeira. Eu entrei com ela'”, disse Malott.
De acordo com o empresário Daniel Rubenstein, a razão por trás da decisão do UFC de impedir o uso de bandeiras dentro do octógono seria puramente comercial. Segundo ele, os itens impediriam que alguns patrocinadores da empresa fossem exibidos durante a transmissão. Dessa forma, elas podem ser portadas apenas durante a caminhada dos atletas à arena.