
Chimaev focado antes de lutar no UFC. Foto: Reprodução/Facebook/UFC
O temido Khamzat Chimaev nem teve tempo de iniciar um reinado no peso médio (até 83,9 kg). Estrela do MMA, o checheno enfrentou Sean Strickland na midiática luta que liderou o UFC 328, evento realizado no último sábado (9), em Nova Jersey (EUA), e, mesmo sendo muito favorito, perdeu por decisão dividida. Mas o resultado, que foi chocante para muitos, parecia estar definido antes mesmo dos rivais se enfrentarem, pois ‘Borz’ lidou não só com o norte-americano, como também com uma maldição que aflige justamente quem faz sucesso.
Chimaev chegou ao UFC 328 como dono de nove vitórias seguidas, sequência que se iniciou desde sua chegada à empresa, em 2020, e visava realizar a primeira defesa de cinturão. Contudo, o checheno sofreu com a ‘zica’ que impede muitos profissionais de alcançarem o décimo triunfo seguido na organização. A curiosidade é que tal maldição tem como principais vítimas, além de ‘Borz’, quatro dos maiores e melhores lutadores da história do peso médio.
A primeira vítima foi Chris Weidman. O norte-americano estreou no UFC em 2011, se tornou campeão dos médios de forma invicta e venceu grandes nomes como Anderson Silva (duas vezes), Demian Maia, Lyoto Machida e Vitor Belfort. Contudo, ‘The All-American’ foi superado em 2015. Ao buscar o décimo triunfo consecutivo na companhia, que marcaria sua quarta defesa de cinturão, o atleta foi nocauteado por Luke Rockhold no quarto round.
O segundo lutador que não resistiu ao poder da maldição foi Robert Whittaker. De 2014 até 2018, o australiano brilhou no octógono e conquistou nove vitórias seguidas. No período, ‘The Reaper’ se tornou campeão dos médios, porém não conseguiu defender o cinturão. Por que? Porque ao buscar o décimo triunfo em sequência, o atleta teve a infelicidade de se deparar com Israel Adesanya, em 2019. Como resultado, o carrasco de Yoel Romero (duas vezes) foi nocauteado pelo nigeriano no segundo round em plena Austrália.
Whittaker focado antes de lutar no UFC. Foto: Reprodução/Facebook/UFC
Se Adesanya colocou um fim na história de Whittaker como campeão, o mesmo sofreria com a maldição anos depois, mais precisamente em 2021. O renomado striker estreou no UFC em 2018 e, de forma invicta e rápida, conquistou o cinturão interino e linear dos médios em 2019. Ao longo do caminho, o nigeriano venceu Anderson Silva, Kelvin Gastelum, Marvin Vettori, Paulo Borrachinha, Robert Whittaker e Yoel Romero e, assim, ganhou o direito de desafiar Jan Blachowicz, dono do cinturão dos meio-pesados (até 93 kg). Ao subir de divisão, o atleta foi controlado e perdeu a luta para o polonês por decisão unânime e, consequentemente, a longa sequência de nove triunfos seguidos.
Adesanya focado antes de lutar no UFC. Foto: Reprodução/Facebook/UFC
A quarta e última vítima da maldição no UFC foi Dricus du Plessis. O sul-africano iniciou sua caminhada na companhia em 2020, foi campeão de forma invicta em 2024, mas seu grande momento foi encerrado em 2025. O atleta, que passou por Darren Till, Israel Adesanya, Robert Whittaker, Sean Strickland (duas vezes), buscava o décimo triunfo consecutivo e realizar a terceira defesa de cinturão, porém sucumbiu ao grappling de Khamzat Chimaev, levando a pior por decisão unânime.
Du Plessis nos bastidores do UFC. Foto: Reprodução/Facebook/UFC
Agora, como vimos que Chimaev também ficou pelo caminho, cabe a Strickland se cuidar. É bem verdade que, aos 35 anos, é difícil imaginar que o novo campeão do peso médio consiga emplacar nove vitórias seguidas, como o quinteto. De qualquer forma, caso o norte-americano siga surpreendendo e tenha sucesso, a maldição que impede muitos atletas de ter o décimo triunfo consecutivo estará pronta para vitimá-lo.