Alex Poatan não consegue se livrar da ‘maldição’ do UFC e tem feito inédito interrompido

Escolhido para estampar a capa do UFC 6, Poatan aumentou a lista de lutadores associados à famosa superstição após derrota diante de Gane

Alex PoatanNem mesmo uma das maiores estrelas do UFC escapou da famosa “maldição da capa”. Grande destaque do UFC 6, Alex Poatan teve sua tentativa de fazer história frustrada no último domingo (14), em Washington D.C. (EUA), ao ser nocauteado por Ciryl Gane no segundo round da disputa pelo cinturão interino dos pesados (até 120,2kg).

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Desde os primeiros minutos, o francês conseguiu impor sua estratégia. Utilizando a vantagem na movimentação e no controle da distância, Gane evitou as investidas do brasileiro e encontrou os melhores ângulos para atacar. A superioridade ficou ainda mais evidente no segundo round, quando um jab preciso abriu espaço para a sequência de golpes que encerrou a luta e garantiu o triunfo do ex-desafiante ao cinturão linear dos pesados.

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A derrota representou o fim de uma sequência de conquistas marcantes para Poatan, que chegou ao duelo embalado pelo status de ex-campeão dos médios (até 83,9 kg) e dos meio-pesados (até 93 kg). Mesmo sem alcançar o objetivo de entrar para a história com um terceiro cinturão, o brasileiro segue como uma das maiores estrelas da organização e deve continuar envolvido em confrontos de grande repercussão.

O resultado também reforçou a fama da chamada “maldição da capa”. Além do paulista, Max Holloway, outro atleta escolhido para representar o UFC 6, acabou derrotado por Charles do Bronxs no UFC 326, em março, perdendo o cinturão BMF.

Relembre episódios marcantes da ‘Maldição da Capa’

Era Undisputed

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Anderson comemora vitória no UFC. Foto: Reprodução/Facebook/UFC

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Nomes históricos passaram a integrar a lista de lutadores associados à teoria. Brock Lesnar e Anderson Silva, por exemplo, também foram apontados por parte dos fãs como vítimas da maldição, embora os resultados negativos tenham acontecido algum tempo depois do lançamento dos jogos.

Lesnar apareceu na capa de UFC Undisputed 2010 e, inicialmente, pareceu desafiar a superstição. Pouco depois do lançamento, o norte-americano defendeu o cinturão dos pesados ao finalizar Shane Carwin em uma das viradas mais marcantes da categoria. No entanto, a situação mudou rapidamente. O ex-campeão acabou dominado por Cain Velasquez e perdeu o título, antes de sofrer uma nova derrota contundente para Alistair Overeem. Os reveses marcaram o fim de sua trajetória no evento naquele momento.

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Com Anderson Silva, o roteiro foi parecido. O brasileiro continuou acumulando vitórias após sua associação aos jogos da franquia. Entre os triunfos mais importantes do período estão as vitórias sobre Chael Sonnen e Stephan Bonnar, que ampliaram ainda mais seu legado dentro da organização.

A sequência positiva, entretanto, chegou ao fim em 2013. Naquele ano, Anderson foi surpreendido por Chris Weidman e perdeu o cinturão dos médios, após reinado absoluto. Meses depois, na revanche imediata, sofreu uma grave fratura na perna. O episódio marcou o início da fase mais difícil de sua carreira e ajudou a fortalecer ainda mais a fama da chamada “maldição da capa” entre os fãs da franquia.

EA SPORTS

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Jon Jones nos bastidores do UFC. Foto: Reprodução/Instagram/jonnybones

A chegada da EA Sports à franquia de videogames do UFC não foi suficiente para acabar com a fama. Após dois anos longe do mercado de games, a organização retornou em parceria com a desenvolvedora norte-americana e viu diversos atletas estampados nas capas enfrentarem momentos complicados em suas carreiras.

Lançado em junho de 2014, o EA Sports UFC teve Jon Jones e Alexander Gustafsson como protagonistas. Poucos meses depois, Jones testou positivo em um exame antidoping e ficou mais de um ano afastado das competições. Do outro lado, o sueco viveu uma sequência difícil, sendo nocauteado por Anthony Johnson, derrotado por Daniel Cormier e, posteriormente, superado novamente pelo próprio Jones.

Conor McGregor foi ‘atingido duas vezes’

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McGregor em evento. Foto: Reprodução/Facebook/UFC

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A teoria ganhou ainda mais força com o lançamento de EA Sports UFC 2, em março de 2016. As estrelas escolhidas foram Ronda Rousey e Conor McGregor. A norte-americana retornou ao octógono no fim daquele ano, mas acabou nocauteada por Amanda Nunes em apenas 48 segundos, resultado que marcou sua despedida definitiva do MMA. Já McGregor foi surpreendido por Nate Diaz poucas semanas antes do lançamento do jogo, embora tenha conseguido se recuperar ao vencer a revanche meses depois.

O irlandês voltou a ser escolhido para a capa de EA Sports UFC 3, lançado em 2018. Mais uma vez, a superstição pareceu persegui-lo. Em sua luta seguinte de grande relevância, McGregor acabou dominado e finalizado por Khabib Nurmagomedov em um dos confrontos mais emblemáticos da história da organização.

Resultados UFC Casa Branca

CARD PRINCIPAL – a partir das 21h (horário de Brasília)

Peso leve (até 70,3 Kg):   Justin Gaethje derrotou Ilia Topuria por nocaute (interrupção do corner) fim do R4 – Luta pelo cinturão

Peso pesado (até 120,2 Kg): Ciryl Gane derrotou Alex Poatan por nocaute (cruzado de esquerda) aos 1m17s do R2 – Luta pelo cinturão interino

Peso galo (até 61,2 Kg): Sean O’Malley derrotou Aiemann Zahabi por nocaute (direto de direita) aos 4m01s do R2

Peso pesado (até 120,2 Kg): Josh Hokit derrotou Derrick Lewis por nocaute (socos) aos 4m08s do R2

Peso leve (até 70,3 Kg): Mauricio Ruffy derrotou Michael Chandler por nocaute (socos) aos 4m29s do R1

Peso médio (até 83,9 Kg): Bo Nickal derrotou Kyle Daukaus por nocaute (cotoveladas) aos 4m34s do R1

Peso pena (até 65,7 Kg): Diego Lopes derrotou Steve Garcia por nocaute (socos) aos 2m42s do R2

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