
Herb Dean é um dos árbitros mais conhecidos do mundo. Foto: Reprodução/Instagram.
Definitivamente, Henry Cejudo não está nada feliz com as polêmicas recentes de Herb Dean. Ex-campeão dos moscas (até 56,7 kg.) e galos (até 61,2 kg.) do Ultimate, o Triplo C tratou de detonar não apenas o árbitro, mas toda a estrutura do esporte durante a última edição do podcast ‘Pound 4 Pound’ nesta quinta-feira (2). Além da situação com Alex Poatan e Ciryl Gane no UFC Casa Branca, a derrota de Michel Pereira para Shara Magomedov parece ter sido um dos gatilhos para e revolta do ex-lutador.
De acordo com Cejudo, as últimas críticas a Herb Dean expõe uma crise no sistema de arbitragem do esporte como um todo. Apesar das críticas, Dean é um dos juízes mais experientes do esporte e esteve presente em alguns dos combates mais importantes de todos os tempos.
“Se Herb Dean é o padrão de arbitragem no mais alto nível, isso tudo é uma piada. Eu entendo que no caso do (Alex) Pereira tem duas ou três faltas, a questão do movimento e blá, blá blá. Mas quando tem cabelo sendo segurado e puxado e isso é visto como um acidente, isso é uma palhaçada”, afirmou.
Henry Cejudo sounds off on Herb Dean, saying officiating at the highest level needs improvement.
“If Herb Dean is the gold standard of what officiating is, then the whole f***ing game is a f***ing joke.”
(via @pound4poundshow ) pic.twitter.com/9TdkjeWUAg
— FREAK.MMA (@FREAKMMA1) July 2, 2026
Henry Cejudo posa ao lado de Patrício Pitbull. Foto: Reprodução/Instagram
Além do resultado em si, Cejudo também fez questão de lembrar a diferença financeira causada pela derrota. Além da bola padrão para lutar, os atletas costumam receber o dobro do valor em caso de vitória. Neste contexto, o erro cometido pelo árbitro teria afetado profundamente o pagamento do Paraense Voador.
“Nós, como lutadores, perdemos metade do nosso pagamento quando perdemos. Ele puxou o cabelo duas vezes e teve um dedo no olho no terceiro round. Deveria ter perdido dois pontos. Se ele tivesse perdido dois pontos isso faria com que (Michel) Pereira voltasse para casa, no Brasil, um país de terceiro mundo, como o vencedor e capaz de prover para a família. Mas o que aconteceu? Ele perdeu isso porque o árbitro não teve a coragem para impedir isso”, detonou.