
Pantoja na coletiva de imprensa do UFC. Foto: Reprodução/Instagram/pantoja_oficial
Alexandre Pantoja terá um compromisso importante no próximo sábado (19), quando enfrenta Joshua Van na luta principal do UFC 331, em Los Angeles, nos Estados Unidos. Apesar da preparação para a revanche pelo cinturão dos moscas (até 56,7 kg), o brasileiro também acompanha de perto outro confronto envolvendo um compatriota no evento.
Em entrevista exclusiva ao SUPER LUTAS, o ex-campeão analisou o duelo entre Arman Tsarukyan e Mauricio Ruffy, que fazem a luta coprincipal do card. O veterano reconheceu o nível do armênio, destacou a evolução recente do brasileiro e apontou os fatores que podem tornar o confronto interessante.
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“Sem sombra de dúvidas, o Arman é um dos maiores atletas do mundo, um atleta de elite. Acho que é uma luta muito dura para o Ruffy, apesar de o Ruffy sempre ter uma carta na manga, sempre poder tirar algo. Foi o que ele fez contra o Michael Chandler, que é um wrestler. Só que o Arman é muito mais atleta do que o Michael Chandler no momento atual. Acho que o Arman já deveria ter disputado o cinturão. Ele teve uma oportunidade, mas, por causa de uma lesão, precisou sair da luta”, disse Alexandre Pantoja.
O brasileiro também reconheceu o crescimento de Ruffy desde sua derrota para o francês Benoît Saint Denis. Na avaliação do peso mosca, o parceiro de Alexander Volkanovski apresentou mudanças importantes e demonstrou uma postura diferente em sua última apresentação.
“Mas acho que ele é o cara que tem que disputar o cinturão. Está pronto, vem se provando muitas vezes. Acredito que o Ruffy também teve uma evolução muito grande com esse novo treinamento. Mostrou isso na última luta, apresentou uma postura diferente, uma distância melhor. Depois da derrota para o francês, melhorou muito, evoluiu muito. Vai ser uma luta muito interessante de assistir também”, revelou o ex-campeão.
Alexandre Pantoja explica torcida
Pantoja explicou sua relação com os companheiros de treino, o brasileiro destacou a diversidade de nacionalidades na American Top Team e afirmou que o vínculo construído diariamente na academia tem grande importância para ele.
“Tem muito isso, de atletas de fora contra brasileiros. Tem atletas do mundo inteiro no meu camp, então eu tive atletas de cinco nacionalidades diferentes e, na academia, temos no mínimo 20 nacionalidades diferentes. Gosto muito do Ruffy, torço muito por ele, mas, primeiro, somos American Top Team. Defendemos nosso time, porque são as pessoas que te ajudam a evoluir, os parceiros de treino, as pessoas com quem você trabalha todos os dias. Se treino com um cara japonês que me ajuda o tempo todo, não tem como ficar contra ele”, completou ‘The Cannibal’ declarando torcida ao Arman.
Trajetória de Pantoja no MMA profissional

Pantoja com seus cinturões do UFC. Foto: Reprodução/Instagram/pantoja_oficial
Aos 36 anos, Alexandre Pantoja é um dos principais nomes do UFC e um dos lutadores mais vitoriosos da divisão dos moscas. Profissional desde 2007, o brasileiro possui um cartel de 30 vitórias e seis derrotas, com destaque para oito triunfos por nocaute e 12 por finalização. Pantoja conquistou vitórias marcantes sobre Manel Kape, Brandon Moreno, Brandon Royval, Steve Erceg e Kai Kara France.
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