UFC é acusado de tratar campeões de forma diferente após sequência de decisões; entenda

Casos envolvendo Kayla Harrison, Tom Aspinall, Valentina Shevchenko e Carlos Ulberg levantam questionamentos sobre os critérios usados pelo UFC para manter cinturões

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Kayla Harrison, Tom Aspinall e Valentina Shevchenko são destaques no UFC. Foto: Montagem SUPER LUTAS

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Uma nova polêmica envolvendo o UFC chama atenção para a forma como a organização tem lidado com campeões que ficam afastados por longos períodos. Nos últimos meses, Kayla Harrison e Tom Aspinall permaneceram com seus cinturões mesmo sem previsão definida de retorno, enquanto Valentina Shevchenko abriu mão do título após uma lesão e Carlos Ulberg teve um cinturão interino autorizado por Dana White em sua divisão.

O contraste entre os casos levanta questionamentos sobre quais critérios o Ultimate utiliza para decidir quando um campeão deve manter o cinturão e quando a organização deve criar uma disputa interina ou colocar o título em jogo novamente.

Kayla Harrison está há 457 dias sem defender o cinturão

Kayla Harrison conquistou o cinturão peso galo (até 61,2 Kg) do UFC ao finalizar Julianna Peña no UFC 316, em 7 de junho de 2025. Desde então, a norte-americana não voltou a competir e já soma 457 dias afastada dos octógonos.

A campeã chegou a ter um compromisso marcado contra Amanda Nunes para o UFC 324, em janeiro de 2026, mas precisou deixar o confronto para realizar uma cirurgia na garganta. Até o momento, não existe uma previsão oficial para o retorno da lutadora.

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Mesmo diante do longo período de inatividade, o UFC não retirou o cinturão de Harrison e também não anunciou a criação de um título interino para a categoria.

Valentina Shevchenko abriu mão do cinturão após lesão

O caso de Valentina Shevchenko apresenta um cenário diferente. A quirguiz defendeu o cinturão peso mosca (até 56,7 kg) no UFC 322, realizado em 15 de novembro de 2025. Desde então, são 296 dias sem subir no octógono.

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Shevchenko tinha confronto marcado contra Natalia Silva em uma disputa pelo título, mas uma lesão obrigou a campeã a desistir do duelo. Posteriormente, Wang Cong foi escolhida para substituí-la.

A diferença é que, nesse caso, Shevchenko optou por entregar o cinturão. Com isso, Natalia Silva e Wang Cong passaram a disputar o título peso mosca do UFC, evitando que a categoria permanecesse sem uma campeã enquanto a antiga detentora se recuperava.

Tom Aspinall está há 317 dias sem competir

Outro caso que chama atenção é o de Tom Aspinall. O britânico era campeão interino dos pesos pesados (até 120,2 kg) e foi promovido ao posto de campeão linear após o anúncio da aposentadoria de Jon Jones.
Aspinall sequer precisou disputar uma nova luta para receber o cinturão. Porém, em sua primeira defesa como campeão linear, no UFC 321, realizado em 25 de outubro de 2025, o britânico sofreu uma dedada nos olhos aplicada por Ciryl Gane.

O confronto terminou sem resultado e, desde então, Aspinall não voltou a competir. Nesta segunda-feira, 7 de setembro de 2026, o campeão soma 317 dias sem entrar no octógono, e ainda não existe uma previsão definida para seu retorno.

Diante da ausência do britânico, o UFC decidiu criar um cinturão interino para a categoria. A disputa aconteceu no UFC Casa Branca, em 14 de junho de 2026, quando Ciryl Gane derrotou Alex Poatan e conquistou o título provisório.

Carlos Ulberg terá longa recuperação

A situação de Carlos Ulberg também resultou em uma decisão diferente por parte do UFC. O neozelandês conquistou o cinturão dos meio-pesados (até 93 kg) ao derrotar Jiri Prochazka no UFC 327, realizado em 11 de abril de 2026.

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Na ocasião, Ulberg sofreu uma lesão no joelho durante a vitória. Até o momento, o lutador está há 149 dias sem competir, mas o período de afastamento deverá ser muito maior: a previsão de retorno está apenas para o segundo semestre de 2027.

Diante da perspectiva de uma ausência tão prolongada, Dana White deu sinal verde para a criação de um cinturão interino na divisão dos meio-pesados.

Fãs e lutadores criticam postura do UFC

“Estou dizendo a vocês que Aspinall não vai lutar este ano. Eles vão fazer a revanche entre Gane e Pereira novamente pelo cinturão interino, assim como fizeram Aspinall defender o cinturão interino. Hokit vai enfrentar Volkov ou algo do tipo. Kayla também não vai lutar este ano. O UFC é uma piada.”, escreveu um Fã.

“Kayla, A última luta foi em junho de 2025. Valentina A última luta foi em 15 de novembro de 2025. Se eles vão obrigar Valentina a abrir mão do cinturão, então as duas também deveriam perder os títulos.”, apontou Cris Cyborg.

“SIM, É REALMENTE INCONVENIENTE; o UFC não tem um padrão consistente de comportamento ou um conjunto de regras. Eles usam dois pesos e duas medidas o tempo todo. Outra coisa: por que diabos Alex ainda está ranqueado nos meio-pesados depois de lutar e perder nos pesos pesados? E por que ele está em 4º lugar nos pesos pesados sem ter uma única vitória na categoria à frente de Josh Hokit?”, Completou Paulo Borrachinha


“Se o UFC pudesse fazer Valentina Shevchenko renunciar ao Campeonato, então por que não fazer o mesmo com Kayla Harrison & Tom Aspinal por estarem segurando as divisões? Por que o UFC não tirou o Título de Jon Jones quando ele segurou a divisão? Fazer isso com Valentina é estúpido & injusto.”, disse um fã.


Valentina Shevchenko é submetida a um padrão completamente diferente de qualquer outra campeã. Kayla Harrison está afastada há quase um ano e meio e ainda não tem luta marcada, mas ninguém fala em tirar seu cinturão ou obrigá-la a abrir mão do título. O mesmo acontece com Aspinall.”

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