Com luta neste sábado, Priscila Pedrita espera mostrar o talento que a fez ser contratada pelo UFC

Sem vencer em três apresentações pela organização, brasileira revela ter passado por problemas psicológicos, mas se diz pronta para a luta contra Shana Dobson no UFC Auckland

P. Pedrita em pesagem pelo UFC Auckland. Foto: Reprodução/Instagram @ufc_brasil

Embora tenha sido contratada como promessa da divisão das moscas (até 56,7kg.), Priscila Cachoeira, a ‘Pedrita’, não conseguiu desempenhar no octógono as boas apresentações que fizeram com que o Ultimate se interessasse em contar com ela em seu grupo de atletas. No entanto, contra Shana Dobson, a brasileira faz a ‘luta da vida’ e garante que irá promover uma grande performance neste sábado (22), no UFC Auckland, na Nova Zelândia. Em entrevista ao ‘Ag.Fight’, a atleta falou sobre as dificuldades que enfrentou desde sua estreia pela organização e expectativa para o confronto deste final de semana.

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“Quando meu mestre me apresentou essa luta (contra Shana Dobson), ele disse: ‘Pedrita, pode ser que contra essa a gente consiga se apresentar melhor, porque você ainda não conseguiu mostrar a minha Pedrita do Brasil, que fez oito a zero no Brasil e entrou para o UFC. Ela ainda não apareceu no octógono’. Passei por muitos problemas psicológicos depois da luta da Valentina (Shevchenko, em fevereiro de 2018), e eu acredito que, para essa luta, o meu psicológico esteja bom e, com certeza, eu vou conseguir apresentar a verdadeira Pedrita”, disse a peso mosca.

Quando estreou pelo Ultimate, Pedrita vinha invicta em sua carreira como profissional no MMA somando oito vitórias consecutivas. Apesar da sequência de resultados positivos, a brasileira pensa que a constante sequência de apresentações pode ter afetado sua performance quando chegou ao UFC.

“Eu vinha em uma sequência de lutas e vitórias, e do nada me vi em uma cama, com a perna esticada um mês, sem poder levantar. Isso mexeu muito com a minha cabeça. A luta de Londres (em março de 2019) eu ainda tentei voltar, mas ainda estava muito abalada. A primeira queda que eu tomei da Molly, no primeiro round, me fez lembrar a Valentina, e eu não consegui fazer o que eu treino para fazer. Depois quando eu aceitei a luta muito em cima contra a Luana ‘Dread’ (em maio de 2019), eu também ainda não estava com a cabeça 100%. Mas eu garanto que para essa luta (de sábado) minha cabeça está ótima”, afirmou Priscila.

A brasileira, então, revelou que tem realizado trabalhos psicológicos para que possa auxiliar em seu período de treinamento e facilitar a atleta a conquistar sua melhor apresentação para os fãs e membros da diretoria do UFC.

“Eu consegui voltar, meus treinos estão a todo vapor e dessa vez a Pedrita vai se soltar dentro do octógono, vocês vão conhecer a verdadeira Pedrita. Recebo ajuda psicológica do Clube de Regatas Vasco da Gama, eles me patrocinam e me dão todo o apoio. E também tem o Allan Magalhães, hipnólogo, que é um cara incrível e que me ajuda muito nesse processo de recuperar mentalmente“, finalizou.

 

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