Executivo da CSAC clama por mudança no sistema de pontuação no MMA

Andy Foster afirma que sistema 10-9, trazido do boxe, nem sempre aponta o real vencedor de um combate

St.Pierre x Hendricks

Andy Foster, executivo da Comissão Atlética do Estado da Califórnia (cuja sigla, em inglês, é CSAC), divulgou um pronunciamento sugerindo uma mudança imediata no sistema de pontuação atualmente utilizado para as lutas de MMA.

O método atual gerou polêmicas após resultados controversos em duas das principais lutas do ano, nas disputas do cinturão do UFC entre Jon Jones e Alexander Gustafsson (meio-pesados) e entre Georges St. Pierre e Johny Hendricks (meio-médios), nas quais muito se contestou que o real vencedor do combate não foi premiado com a vitória.

O sistema atualmente utilizado, originado no boxe, indica que o vencedor de cada round receba dez pontos, contra nove do perdedor. Em caso de vitória com larga diferença, o atleta em desvantagem recebe oito pontos, ou, em casos raros, sete. Assim, após todos os rounds disputados, a pontuação é somada para que o vencedor seja nomeado.

Contudo, ao contrário do boxe, que determina 10-8 somente em casos de knockdown, no MMA não há um critério objetivo para se determinar quando que um round deverá ser pontuado com maiores diferenças. Isso pode causar distorções no resultado final da luta.

Justamente por isso, Foster afirmou que o sistema deveria ser adequado para ser eficaz no MMA. “O sistema 10-9, desenvolvido e usado no boxe e no MMA, marca cada round de maneira independente. No boxe, as lutas tem 4, 6, 8, 10 ou até 10 rounds. No MMA profissional, são 3 ou 5. Além disso, os rounds de MMA tem cinco minutos de duração, enquanto que no boxe são apenas três”, explicou.

O executivo exemplificou uma situação onde um lutador possa ser nomeado vencedor sem que tenha apresentado grande vantagem no combate. “Um número menor de rounds e uma duração mais longa cria uma situação onde o juiz deve pontuar os rounds levando em conta o maior número de informação que afeta mais no resultado final da luta. Por exemplo, como vimos recentemente, um lutador pode vencer dois rounds com uma grande margem e o outro vence três rounds por uma pequena margem. O vencedor na pontuação não é o real vencedor da luta”, comentou.

Para ele, uma forma de resolver a situação seria passar a avaliar também a luta como um todo, em sistema semelhante ao utilizado no passado no extinto evento japonês PRIDE. “Uma solução pode ser a manutenção da pontuação 10-9, mas sem que isso seja o determinador oficial do vencedor da luta. Isso permitiria que os juízes considerassem a luta como um todo e criaria uma porcentagem mais correta de resultados do que acontece atualmente. É perturbador quando um lutador que claramente foi melhor que seu oponente perca por causa de um sistema de pontuação falho”, desabafou.

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