
Johnny Walker vem de derrota para Volkan Oezdemir. Foto: Reprodução/Instagram @johnnywalker
Johnny Walker ainda encara a dureza de ter sido sacado do UFC 311, realizado no último sábado (18), em Inglewood, na Califórnia (EUA). Escalado para enfrentar Bogdan Guskov, o brasileiro precisou se retirar do evento devido a uma lesão. Agora, veio a tona a gravidade da contusão: um machucado na costela.
“Não foi nada estúpido. Eu estava fazendo o último sparring, muito técnico, cronometrando. Eu não estava tentando machucar ninguém. Foi um sparring duro, mas muito consciente. Eu estava tentando sair de uma posição de jiu-jitsu e me jogar, como uma coisa normal, e então senti minhas costelas estalarem. Eu disse ‘OK, pare, pare, pare. Acho que algo aconteceu com minhas costelas’.” contou Walker em entrevista ao ‘MMA Junkie’.
“Então fiz um raio-X no dia seguinte. O UFC recebeu os resultados e me tiraram depois disso. Eles sabiam a gravidade da lesão. Recebi o aviso e fiquei arrasado porque estava me esforçando muito.” revelou ao site norte-americano.
Johnny Walker enfrenta essa adversidade em meio a uma grande mudança de vida após decidir deixar Dublin, na Irlanda, e mudar-se para os Estados Unidos junto com a família. Não poder competir nestas circunstâncias foi um fardo ainda mais pesado para o atleta carregar.
“Passei os últimos quatro anos na Irlanda treinando na [academia] SBG com John Kavanagh. Então mudei de país, trouxe minha esposa, meu bebê e meu cachorro para um novo país, uma nova casa. Tive que terminar a casa, fazer muitas malas e, além disso, comecei um camping em um novo ambiente com novos treinadores e novos parceiros de treinamento. Foi muito [pesado].”, disse o lutador.
Walker vem de duas derrotas para Magomed Ankalaev e Volkan Oezdemir. O peso meio pesado (até 93kg.) é o décimo do ranking com um cartel de 31 lutas profissionais, com 21 vitórias e nove derrotas.