
Alex Poatan foi derrotado por Magomed Ankalaev no UFC 313. Foto: Reprodução/Twitter/UFC News
Já faz uma semana que os fãs brasileiros de MMA sofreram um duro golpe. Alex Poatan, que defendeu o cinturão dos meio-pesados (até 93kg.) com sucesso no ano passado, infelizmente não conseguiu o quarto título diante de Magomed Ankalaev. O russo conseguiu impôr o seu jogo e superou o ex-campeão nos cinco rounds da luta principal do UFC 313, vencendo o duelo por decisão unânime dos juízes.
O resultado chegou a ser contestado por alguns meios de comunicação, fãs e atletas, que chegaram a dar a vitória para o brasileiro. Uma delas é a sétima do ranking peso palha feminino (até 52,1kg.) do UFC, Amanda Ribas. Em entrevista exclusiva para o SUPER LUTAS, a atleta de Varginha, Minas Gerais, reagiu sobre a luta principal do UFC 313 que tirou o cinturão de Alex Poatan.
“Eu não gostei do resultado. Eu gosto do Poatan como lutador. Eu acho que ele tem uma visão de luta muito boa, tem a mão muito pesada. Ele faz umas técnicas que, se fosse qualquer outro atleta fazendo, não ia dar certo. A luta eu achei que foi um pouco amarrada, mas é o jogo que os russos fazem, né? A maioria dos russos faz. Não acho que foi roubado, mas foi chato. E ele fez um jogo que meio que travou a mão pesada do Poatan. O Poatan entrou uns golpes, sim. Eu daria a vitória para o Poatan se fosse juiz. Mas olhando de fora, assim, racionalmente, o russo ganhou. Acho que a luzinha do Ankalaev brilhou mais do que a do Poatan aquele dia”, disse a lutadora.
Amanda Ribas ocupa a sétima colocação das palhas do UFC. Foto: Reprodução/Instagram
Amanda Ribas também explicou o sucesso de Magomed Ankalaev. O russo entrou no UFC em 2018 e perdeu apenas a luta de estreia. De lá pra cá, são 14 lutas sem derrotas e ainda o cinturão dos meio-pesados como cereja do bolo. Segundo a atleta mineira, o fato de Ankalaev ter feito diversas lutas como amador deram base suficiente para o lutador da República do Daguestão crescer no MMA.
“Para mim, não é uma surpresa, porque quem acompanha o MMA amador vê que nos campeonatos mundiais a maioria dos que estão no ranking, que estão no pódio são todos da Ucrânia, Rússia, Daguestão. Eles estão investindo bastante no MMA amador, eles estão despontando, desde os novinhos. Aí vai ver aqui no Brasil, é diferente. Eu mesma tenho quatro lutas de amador. O pessoal da Rússia geralmente tem 10, 15, 20 lutas amadoras antes de ir para o profissional”, explicou.
Antes de começar no MMA, Amanda era judoca. Inclusive, a atleta explora bastante esse lado em suas lutas pelo UFC. Ela compartilhou um pensamento do seu pai e também treinador, Marcelo Ribas, de que o judô é o segredo do MMA moderno. Uma dica para Alex Poatan fortalecer suas técnicas e que pode ajudá-lo numa possível revanche contra Ankalaev pelo cinturão.
Marcelo Ribas é pai e treinador de Amanda Ribas. Foto: Reprodução/Instagram
“Meu pai sempre falou isso, ele sempre pregou que o judô é o diferencial do MMA. Que para você poder fazer sua parte, você tem que quedar. E para você conseguir fazer sua parte em pé, você tem que saber defender a queda. Então você tem que saber o judô. Por que o judô? Porque a pessoa trabalha técnicas de golpes para derrubar com perna, com braço, quadril. É diferente das outras lutas que trabalham a queda. Então o diferencial do judô é isso, e a gente vê pela Kayla Harrison, pela Luana Pinheiro, pelo Brunno Hulk, a Amanda Nunes também. Que tem um tanto de atleta que vem do judô, e tem esse quadril forte que a gente fala”, afirmou.
A última luta de Amanda Ribas foi na revanche contra a também brasileira Mackenzie Dern no UFC Vegas 101, em janeiro deste ano. A mineira acabou derrotada e agora o placar do confronto está empatado em um a um. Amanda ainda não tem luta marcada, mas disse que tem planos de retornar ao octógono em julho. Para conferir a entrevista completa de Amanda Ribas para o SUPER LUTAS, clique aqui.