Mesmo sem TRT, Belfort apresenta níveis de testosterona maiores que Weidman

Valores estão dentro do permitido pela Comissão Atlética de Nevada, mas surpreendem, já que o brasileiro é oito anos mais velho que o rival

Belfort (dir.) tem 38 anos e Weidman (esq.) tem 30. Foto: Brandon Magnus/UFC

Belfort (dir.) tem 38 anos e Weidman (esq.) tem 30. Foto: Brandon Magnus/UFC

Com a proibição do Tratamento de Reposição de Testosterona (TRT) pela Comissão Atlética de Nevada, imaginava-se que Vitor Belfort, um dos principais expoentes da terapia, fosse sofrer uma queda acentuada em seu grau hormonal. Porém, os resultados dos testes realizados antes do UFC 187 surpreenderam, já que neles o brasileiro aparece com níveis de testosterona superiores ao do seu adversário Chris Weidman, oito anos mais jovem, e que, pelo menos publicamente, jamais alegou qualquer tipo de problema ou disfunção hormonal.

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Segundo os resultados dos testes realizados pela Comissão Atlética de Nevada, e divulgados pelo site do canal “Combate”, Vitor e Weidman aparecem dentro dos limites permitidos pelo órgão regulamentador, mas os níveis do brasileiro são duas vezes maiores do que o do norte-americano. No primeiro exame, Vitor apresentou 12 nanogramas por mililitro (ng/mL) de testosterona no organismo e nível de testosterona-epitestosterona (T/E) de 1,7. Já o exame de Weidman apontou 3,7 ng/mL de testosterona e uma taxa T/E de 0,13. Como referência, os valores máximos permitidos pela Comissão Atlética são de proporção 6/1.

No Media Day (dia reservado para que os atletas atendam a imprensa), Belfort comentou o resultado do exame, mas adotou um tom evasivo, evitando maiores polêmicas. “Meus exames estão perfeitos. Pra te falar a verdade, quem faz os exames é a comissão atlética. O meu deu certo, o dele deu certo e estamos aqui. O meu problema, o hipogonadismo, são glândulas que não produzem, não vai mudar nada o que eu comer ou fizer. Quando você fazia o tratamento, ficava com os níveis normais. Hoje em dia, eu não estou preocupado com isso, estou focado no que eu tenho controle”, disse o brasileiro.

Vitor Belfort fez uso do Tratamento de Reposição de Testosterona (TRT) entre 2011 e 2014. No início do ano passado, um exame surpresa no brasileiro, que apresentou níveis hormonais elevados, desencadeou o processo que culminou na proibição da terapia pela Comissão Atlética de Nevada. De lá pra cá, como era de se imaginar, o TRT se tornou tema recorrente nas discussões sobre a disputa do cinturão dos médios entre o Fenômeno e Chris Weidman.

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