
José Aldo com a coroa de Rei do Rio no UFC. Foto: Reprodução/Instagram/UFC_brasil
Aos 38 anos, José Aldo encerrou a carreira no MMA após uma derrota polêmica para Aiemann Zahabi no UFC 315, realizado em Montreal (Canadá), na madrugada deste sábado (10). A decisão unânime dos juízes, que concedeu a vitória ao canadense após três rounds intensos, gerou revolta entre lutadores e fãs, que classificaram o resultado como ‘roubo’. No centro das reações, nomes como Max Holloway e Renato Moicano destacaram o legado do ex-campeão, enquanto críticas ao veredito dominaram as redes sociais.
Ao microfone de Daniel Cormier, Aldo anunciou o fim da trajetória no MMA. O lutador citou dificuldades psicológicas durante a semana da luta, além da exaustão física.
“Não quero mais entrar em guerra. Meu corpo disse não, e meu coração não está mais aqui. Percebi que é hora de aproveitar minha família. Isso não faz mais parte da minha vida”, relatou o ‘Rei do Rio’ em entrevista pós-luta.
A despedida marcou o segundo adeus do ‘Rei do Rio’, que já havia se aposentado em 2022 após uma derrota para Merab Dvalishvili, mas retornou em 2024 com uma vitória sobre Jonathan Martinez. Desta vez, porém, a decisão parece definitiva.
Em sua última aparição no octógono, Aldo enfrentou Zahabi em um duelo inicialmente programado para o peso galo (61,2kg.), mas remarcado para os penas (65,7kg.) após o brasileiro não atingir o limite da categoria. A mudança expôs o desgaste físico do lutador, que chegou à pesagem visivelmente abatido.
Nos rounds iniciais, o ex-campeão mostrou vestígios de seu auge: combinou jabs precisos, chutes ao corpo e um knockdown no terceiro round, quase finalizando o adversário com um chute na cabeça.
Zahabi, porém, resistiu e revidou com uma sequência de cotoveladas e socos no final do assalto, deixando Aldo ensanguentado. Os juízes pontuaram 29-28 a favor do canadense.
A comunidade do MMA prestou homenagens. Max Holloway, que derrotou Aldo em 2017, definiu-o como ‘uma lenda’ e ‘um dos maiores de todos os tempos’. Já Dan Ige, da mesma divisão que o manauara, cravou o lutador como o ‘GOAT’ (Melhor da história).
Renato Moicano, por sua vez, não poupou críticas ao resultado. Em publicação no X (antigo Twitter), o brasileiro chamou a decisão de ‘roubo absurdo’ e questionou a lógica de Aldo retornar ao UFC após a primeira aposentadoria.
Com 32 vitórias e dez derrotas, José Aldo deixa o MMA como o maior defensor do cinturão dos penas na história do UFC (7 defesas consecutivas) e membro do Hall da Fama desde 2023.
Sua carreira, iniciada em 2004, inclui vitórias sobre lendas como Urijah Faber, Frankie Edgar e Chad Mendes, além de dois reinados como campeão — interrompidos apenas por Conor McGregor, em 2015, e Holloway, em 2017.