
Ben Askren passou por cirurgia. Foto: Reprodução/Instagram
Ex-campeão do Bellator e ONE Championship e ex-lutador do UFC, Ben Askren realizou um transplante duplo de pulmão no dia 30 de junho, após cinco semanas de luta contra uma pneumonia grave e uma infecção bacteriana por estafilococos. A informação foi confirmada pela esposa Amy Askren nas redes sociais.
O procedimento, realizado em um hospital de Wisconsin, marca o início de uma recuperação complexa para o veterano do MMA, cujo corpo agora precisa aceitar os novos órgãos. Amy espera que, nas próximas semanas, o próprio Ben possa relatar sua jornada. Médicos evitam estimar um prazo para a recuperação.
“Estamos muito gratos em compartilhar que Ben recebeu um transplante duplo de pulmão. Somos eternamente gratos ao doador e sua família. Este é o começo de um novo estilo de vida para Ben, mas cada novo dia que ele tem é um presente. Ainda não parece real que ele estava andando por aí completamente saudável há apenas 5 semanas. Tanta coisa pode mudar tão rápido. Por favor, mantenham Ben em suas orações para que seu corpo receba os novos pulmões como se fossem seus. Estou admirada por todas as pessoas que nos carregam neste momento. Mal posso esperar para contar tudo a Bem”, escreveu Amy Askren.
Há apenas um mês e meio, Askren circulava ‘completamente saudável’, conforme destacado pela esposa. O quadro mudou de forma brutal no início de junho, quando o ex-atleta foi diagnosticado com uma infecção pulmonar agressiva.
A pneumonia, aliada a uma bactéria resistente (estafilococo), exigiu internação imediata e o uso de ventilação mecânica. Diante da falência respiratória, os médicos recorreram à oxigenação por membrana extracorpórea (ECMO), máquina que assumiu a função de seus pulmões enquanto aguardava um doador compatível.
A piora foi tão rápida que, em 17 de junho, Amy já alertava sobre a possível necessidade de um transplante. Em 24 de junho, o nome de Askren entrou oficialmente na lista de espera. Durante esse período, o lutador demonstrou breves sinais de consciência ao abrir os olhos, apertar as mãos da equipe médica e até gesticulou a palavra ‘café’, embora impossibilitado de ingerir líquidos.
A comunidade de artes marciais mobilizou-se em apoio. Jake Paul, que nocauteou Askren em uma luta de boxe em 2021, anunciou doações para cobrir despesas médicas. Campanhas de arrecadação online e venda de camisetas pela marca Rudis já ultrapassam os US$ 100 mil.
Askren não era um lutador qualquer. Antes do MMA, construiu uma lenda no wrestling: bicampeão da NCAA (2006-2007) e representante dos EUA nas Olimpíadas de Pequim (2008). Como profissional de artes marciais mistas, acumulou títulos no Bellator e ONE Championship, com um estilo de grappling implacável que o consagrou ‘o melhor meio-médio fora do UFC’.
Sua chegada ao Ultimate, em 2018, gerou expectativa, mas resultou em uma passagem turbulenta: vitória polêmica sobre Robbie Lawler, seguida por derrotas históricas, como o nocaute mais rápido da história para Jorge Masvidal (5 segundos) e uma finalização por Demian Maia. O norte-americano, então, deixou o esporte em 19 vitórias e dois reveses.