
I. Adesanya (cima) nocauteou P. Borrachinha Foto: Reprodução/Instagram
Na luta co-principal do UFC 318, Paulo Borrachinha superou Roman Kopylov e colocou fim a uma má fase que já durava anos. O brasileiro, que vinha de apenas uma vitória em cinco lutas, demonstrou estar renovado, mas fez questão de desconsiderar um dos resultados negativos desse período.
Na entrevista coletiva após o evento, Borrachinha minimizou a derrota para Israel Adesanya e afirmou que as condições do card em Abu Dhabi prejudicaram completamente sua preparação. Segundo ele, o curto intervalo entre a pesagem e a luta comprometeu sua recuperação física e afetou seu desempenho.
“Eu nem conto aquela derrota para o Adesanya, porque eu não quero dar crédito pra ele. Mas cara, eu não dormi. Era Abu Dhabi, e Abu Dhabi é louco, porque a gente bate o peso na sexta de manhã e a luta foi no sábado de manhã. No sábado, às 5h ou 6h da manhã. Então não deu tempo de me recuperar. Foi horrível pra mim.”, disse Borrachinha.
Sean Strickland (dir.) atinge Paulo Borrachinha (esq.) no UFC 302. Foto: Reprodução/Instagram
O brasileiro também relembrou o polêmico episódio do vinho, assumindo que estava praticamente bêbado na noite do combate. Por isso, não considera aquele resultado representativo. Em seguida, questionou o julgamento na luta contra Marvin Vettori e reconheceu que poderia ter tido atuações melhores nas derrotas para Robert Whittaker e Sean Strickland, mas admitiu que o problema foi estratégico.
“Todo mundo sabe daquela história do vinho. Eu estava praticamente bêbado. Então não conto aquela luta. Depois disso, contra o Vettori, acho que o resultado não foi muito justo. Depois eu venci o Luke e tive duas derrotas. Essas duas me machucaram. Porque eu estava lá. Eu poderia ter me saído melhor, mas meu plano de jogo, minha estratégia, não foi boa.”, continuou o brasileiro.
Paulo Borrachinha derrubou Roman Kopylov com soco. Foto: Reprodução/Instagram @ufcindia
Segundo Borrachinha, a virada veio após uma mudança de mentalidade promovida por seus treinadores. Abandonando o estilo recuado, o mineiro voltou às suas origens e adotou uma postura mais agressiva, apostando em sua força e pressão como diferenciais.
“Eu estava recuando e esperando contra-atacar, ao invés de ir pra frente. E os técnicos mudaram minha mentalidade, meu plano de jogo. Eles disseram: Paulo, não. Você é o caçador, sabe? Você é o intimidador. Você precisa ir pra frente, pressionar, usar suas mãos e seus chutes. Eles são tão fortes, talvez os mais fortes da divisão. E aqui estou.”, concluiu Paulo Borrachinha.
Após a vitória no UFC 318, Paulo Borrachinha elevou o tom na entrevista e desafiou Khamzat Chimaev. Segundo o brasileiro, o motivo é pessoal: o checheno teria enviado mensagens para sua esposa nas redes sociais. Chimaev, por sua vez, nega a acusação e afirma que foi a esposa de Borrachinha quem o procurou primeiro.