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UFC Rio: por que a torcida brasileira pode ser o combustível que faltava para Charles do Bronx se reencontrar

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Charles do Bronx representa o Brasil no octógono. Foto: Reprodução/Instagram

Charles do Bronx representa o Brasil no octógono. Foto: Reprodução/Instagram

Cinco anos depois de sua última aparição em solo brasileiro, Charles do Bronx terá, enfim, a oportunidade de lutar novamente diante da torcida nacional. Escalado como protagonista do UFC Rio, no dia 11 de outubro, na Farmasi Arena, o ex-campeão peso leve (até 70,3kg) enfrenta o perigoso Rafael Fiziev em uma luta que carrega não apenas valor esportivo, mas um forte componente emocional.

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De promessa desacreditada a recordista absoluto do UFC, Charles retorna ao país em um momento de reconstrução, após ser nocauteado por Ilia Topuria na disputa pelo cinturão vago, em junho.

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O combate no Rio de Janeiro representa mais do que um retorno: é a chance de recomeçar, cercado por uma torcida que sempre o abraçou, mesmo nas derrotas.

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O impacto do ‘fator casa’

Destaques brasileiros do UFC posam na frente do Cristo Redentor. Foto: Reprodução/Instagram/UFC

Desde o lendário UFC Rio 1, em 2011, quando Dana White classificou os brasileiros como ‘a torcida mais barulhenta da história do UFC’, o clima nos eventos realizados no país se tornou um ativo emocional para os lutadores.

Exemplos marcantes não faltam: José Aldo pulando no público após nocautear Chad Mendes, Shogun e Minotauro ovacionados após vitórias históricas, ou mesmo o lendário chute giratório de Edson Barboza contra Terry Etim. Até o ‘Uh, vai morrer!’ se tornou marca registrada.

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Para Charles, esse vínculo com o público sempre foi combustível. Ao longo dos anos, ele deixou claro seu desejo de voltar a lutar no Brasil e se emocionou ao lembrar do carinho que recebeu mesmo nos momentos mais difíceis da carreira. O pedido para estar no UFC Rio, aliás, partiu do próprio atleta, como revelou seu treinador e empresário Diego Lima.

“O Charles tem um desejo muito grande de lutar no Brasil. Ele quer lutar pelo povo dele, quer que a comunidade tenha acesso a ele no hotel, nos bastidores. Hoje não é mais por dinheiro”, destacou Diego Lima à Ag Fight.

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Mas nem todos querem esse apoio…

Se Charles valoriza o calor da torcida, outros nomes do MMA brasileiro preferem distância da pressão local e não têm receio de dizer isso publicamente.

Em entrevista à Ag Fight, Paulo Borrachinha afirmou que prefere lidar com críticas do que com aplausos da torcida brasileira. O mineiro acrescentou que os torcedores parecem ‘desesperados por ídolos’ e que o esporte é global, não dependente da aceitação nacional.

“Não quero esse apoio deles, não. Quanto mais hate, melhor. […] Eu não preciso do público do Brasil”, disparou o mineiro.

Quem também desabafou foi o peso pena (até 65,7kg.) Jean Silva, que após receber críticas por dificuldades no corte de peso e pelo seu comportamento, foi direto ao ponto.

“A maioria é de arrombado. […] Eu não sou muito fã de lutar no Brasil, sendo bem sincero”, declarou, também em entrevista ao veículo.

Apoio ou pressão?

O retorno de Charles ao Brasil é cercado por expectativa. Hoje, ao lado de Alex Poatan, é o nome mais popular do MMA nacional. Mas o protagonismo vem com cobrança: ele entra no octógono pressionado a dar uma resposta depois de falhar na tentativa de recuperar o cinturão.

Do outro lado estará Rafael Fiziev, talvez desconhecido do grande público, mas extremamente perigoso. O quirguiz naturalizado azeri é um dos strikers mais técnicos da divisão e, em junho, voltou ao caminho das vitórias no UFC Baku, encerrando uma sequência de três derrotas. Na ocasião, ele passou pela promessa Ignacio Bahamondes.

O retorno de Charles do Bronx ao palco nacional

A última vez que Charles lutou no Brasil foi em 14 de março de 2020, no UFC Brasília, quando finalizou Kevin Lee com uma guilhotina no terceiro round. A vitória, porém, aconteceu em um ginásio completamente vazio, no primeiro evento do UFC sem público devido à pandemia de Covid-19.

Na ocasião, ele bateu o recorde de finalizações por finalização na história do UFC e foi premiado com o bônus de Performance da Noite.

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Publicado por
Igor Ribeiro