
Revanche entre D. Cormier (esq) e J. Jones (dir) ficou sem resultado (Foto: Reprodução/Facebook UFC)
Rival declarado de Jon Jones desde chegada no UFC, Daniel Cormier voltou a polemizar ao opinar sobre carreira de seu algoz. Derrotado pelo compatriota em duas ocasiões, o veterano não esconde incômodo com episódios conturbados que ‘Bones’ protagonizou em sua longa trajetória no esporte e na organização.
Questionado sobre quem são os maiores de todos os tempos, Cormier não hesitou ao afirmar que Jones não pode entrar na seleta lista de atletas, devido ao uso e flagra de esteroides quando ainda campeão dos meio-pesados (até 93kg.).
Sem perder tempo, a lenda do MMA utilizou suas redes sociais para mandar recado ao rival e destacou suas grandes premiações, ironizando declaração de DC.
“Campeão estadual no ensino médio, campeão nacional em faculdade comunitária (JUCO), campeão mais jovem do UFC, o maior da história do MMA. Uma vida inteira de derrotas, vitórias e sacrifícios — e esse cara quer resumir tudo a esteroides. Honestamente, é insultante. Mas não consigo evitar rir, sabendo que foram habilidades dadas por Deus que o fizeram se sentir tão inferior”, declarou Jones em sua conta oficial do X.
Jon Jones e Daniel Cormier durante encarada em primeira luta. Foto: Reprodução/Twitter UFC Brasil)
Superado em duas ocasiões por Jones, Cormier já chegou a admitir que não tiraria méritos do rival, devido ao fato de ter se apresentado em sua melhor forma na revanche realizada no UFC 214.
Julho de 2016 — Primeiro caso (clomifeno e letrozol)
Em 16 de junho de 2016, Jones foi flagrado num exame fora de competição com clomiphene e letrozole, substâncias proibidas como moduladores hormonais. Uma comissão arbitral independente impôs a sanção máxima de um ano de suspensão, retroativa a 6 de julho de 2016.
Por causa disso, ele foi retirado do card do UFC 200 contra Daniel Cormier.
Julho de 2017 — Segundo caso (turinabol)
Em 28 de julho de 2017, antes da revanche com Daniel Cormier no UFC 214, Jon testou positivo para turinabol, um esteroide anabolizante.
O resultado derrubou sua vitória por nocaute. A luta foi reclassificada como No Contest, e ele foi destituído do cinturão. A USADA aplicou uma suspensão de 15 meses, válida a partir da data da amostra, com redução da penalidade devido à ajuda substancial que Jones prestou à agência.
Resquícios e testagens frequentes (2017–2019)
Após o caso de 2017, traços mínimos da substância ainda apareceram em exames subsequentes, mas as autoridades consideraram que não havia melhora de performance e atribuíram esses vestígios a efeitos persistentes no organismo.
Em 2019, Jon Jones foi o lutador mais testado pela USADA, chegando a submeter-se a 42 exames antidoping ao longo do ano, incluindo testes feitos por USADA, NSAC (Comissão Atlética de Nevada) e CSAC (Comissão Atlética da Califórnia) — e todos resultaram em nada (limpo).