
Islam Makhachev em luta no UFC 302. Foto: Reprodução/Instagram/UFC
Islam Makhachev foi direto ao comentar o momento delicado vivido pelos Estados Unidos dentro do UFC. Em entrevista ao ‘Ushatayka’, o russo apontou uma possível explicação para o fato de os atletas norte-americanos estarem cada vez mais ausentes nas disputas de cinturão e, mais do que isso, praticamente sumirem entre os campeões da atualidade.
Para Makhachev, o sucesso dos atletas do Cáucaso não é fruto do acaso, mas sim de uma mentalidade diferente e maior comprometimento com o esporte. A região tem destaques como ele próprio, Khamzat Chimaev e Magomed Ankalaev.
“Eles (UFC) começaram a contratar mais caras da nossa região. É por isso que temos tantos campeões agora. Esses lutadores carregam nas costas uma família inteira, uma cidade, até uma república. Entram no octógono com responsabilidade total. Nos Estados Unidos, muitos nem se importam quando competem mal”, disse Islam.
Além disso, o russo acredita que o UFC se abriu mais recentemente para talentos de fora do eixo tradicional do MMA, o que impulsionou a ascensão de atletas com trajetórias diferentes, muitas vezes moldadas em situações sociais e econômicas adversas.
“Se o UFC continuar assinando com mais lutadores da nossa região, pode ter certeza que virão ainda mais campeões do Cáucaso”, completou o campeão dos leves.
No momento, Kayla Harrison é a única representante dos Estados Unidos com um cinturão do UFC, que reina na categoria peso galo (até 61,2kg.) feminino. Todos os demais campeões da organização são estrangeiros, com forte presença de lutadores oriundos da Rússia, Europa, Austrália e Brasil.