
Luana Dread se apresenta neste sábado (27) no UFC Perth. Foto: Reprodução/Instagram
Embalada por três vitórias seguidas na organização e rumo a mais uma luta no octógono, Luana Dread se prepara para se apresentar na divisão dos galos (até 61,2kg.) após precisar abrir mão do peso mosca (até 56,7kg.) devido a dificuldades com corte de peso. A lutadora recepciona a estreante Michelle Montague neste sábado (27), no UFC Perth.
Questionada sobre dificuldade com peso em três ocasiões distintas desde que chegou ao UFC em 2019, Luana abriu o jogo em entrevista exclusiva ao SUPER LUTAS e explicou batalha travada com próprio corpo.
“Teve bastante coisa (nos bastidores). Na luta da Poliana (Botelho), eu tinha acabado de voltar de uma lesão, acho que foi a do leglock, fiquei um ano parada e me ofereceram essa luta, faltava um mês para Poliana e eu fui. Eu estava com 16kg acima, perdi 16kg em um mês e eu estava literalmente parada, tinha voltado a chutar fazia uma duas ou três semanas, então foi complicado a perda de peso por isso”
“A (Julija) Stoliarenko foi um erro de comunicação dos nutricionistas, os antigos, que eu tinha feito antes. Eles pediram para mudar uma coisa, mudei e meu peso travou. Fora os estresses e um monte de coisa que acontece às vezes em um camp, que atrapalha, e eu não consegui”, declarou Luana.
Luana Dread em vitória sobre Julija Stoliarenko. Foto: Reprodução/UFC
Já em sua última luta agendada, Luana não foi liberada pelos médicos após falhar na balança. A atleta acabou sendo impedida de encarar Montana de La Rosa e acatou pedido do UFC para que subisse de categoria a seguir.
“E desse daqui (Montana de La Rosa) foi tudo muito, assim, o treinamento estava ok, só que o meu corpo estava ruim. Eu fiz vários exames e tudo antes, a parte hormonal estava toda bagunçada, tireoide bagunçada, não sei o que realmente aconteceu. Acabou que não deu certo a luta, voltei ao Brasil, fiz todos os exames e descobri um problema de saúde. Meu peso não descia, eu estava muito acima, mas não foi porque eu não quis, irresponsabilidade ou comendo besteira, não. Fiquei um mês com o mesmo peso, mesmo fazendo dieta”
Acostumada a se apresentar em países que adversárias representam, Luana vai mais uma vez se apresentar diante de torcida hostil. Apesar da situação, a veterana garante não ter problemas e afirma que já superou episódios piores.
Luana Dread em duelo contra M. McCann no UFC Londres. Foto: Reprodução/Instagram
“Eu fui nocauteada e um ano depois me jogaram no mesmo lugar. Para mim é super de boa, dá para contar nos dedos as vezes que lutei com a torcida a favor. Quando comecei no muay-thai e ia para Florianópolis, era só vaia. Eu lutei no Rio de Janeiro, contra alguém que treinava no Rio, eu lutei com a Priscila Pedrita e a Bate-Estaca ia fazer a luta principal, então o ginásio estava lotado da torcida deles. Asssim que cheguei na passagem, estava ouvindo ‘Uh, vai morrer’ em português. Você acha que alguém me xingando em inglês vai tipo (me afetar). Eu não ligo para isso não. Lógico, torcida é legal, dá aquela vibe e tudo, mas lá dentro é eu e ela, só, não tem mais ninguém”, concluiu.