
Jon Jones em ensaio fotográfico. Foto: Reprodução/Instagram/jonnybones
Um dos treinadores mais respeitados de todo o mundo do MMA há mais de uma década, pode-se dizer que Javier Mendez não é exatamente um fã de Jon Jones. Responsável pelos treinos de Daniel Cormier na AKA durante os dois confrontos com Bones, o técnico discorda daqueles que escolhem o ex-campeão dos meio-pesados (até 93 kg.) e pesados (até 120,2 kg.) como o melhor lutador da história do MMA.
Mendez seguiu uma narrativa já usada por outros nomes ligados ao esporte para excluir Bones da discussão. De acordo com o treinador, eleger um atleta com um histórico de flagrantes em exames antidoping como o melhor de todos os tempos atacaria a legitimidade do MMA.
“Para mim, o maior de todos os tempos é o Khabib, e eu colocaria o Jon Jones nessa categoria, mas não posso. Se você é pego fazendo algo que não deveria, como pode ser considerado o melhor da liga? Este é um esporte de verdade, e em um esporte de verdade você não pode colocar essa pessoa à frente. Quantas pessoas ganharam medalhas de ouro olímpicas e depois descobriram que trapacearam e tiveram as medalhas tiradas delas?”, afirmou Mendez em participação no podcast ‘The Ahmad Mahmood Show’.
Além de ter sido a liderança técnica de Cormier, Javier também esteve no corner de nomes como Cain Velasquez, Luke Rockhold e Khabib Nurmagomedov. Atualmente, ele é o treinador principal de Islam Makhachev e Umar Nurmagomedov.
Jones foi um dos flagrados pela Usada antes do UFC 200. Foto: Divulgação/UFC
Apesar de ser um dos maiores talentos da competir no octógono, a carreira de Jones também é repleta de polêmicas. Além de uma séria de problemas com a justiça, o ex-campeão já viveu episódios complicados devido ao uso de substâncias para melhora de performance. Em 2016, ele perdeu o título interino conquistado conquistado contra Ovince St-Preux depois de seu exame pós-luta detectar a presença de clomifeno.
No ano seguinte, a vitória por nocaute na revanche com Daniel Cormier foi mudada para Sem Resultado devido ao uso de Turinabol. Posteriormente, o segundo encontro com Alexander Gustafsson teve que ser transferido de Las Vegas para a Califórnia pois a Comissão Atlética de Nevada se negou a aceitar o combate, pois Jones ainda possuía resquícios da substância em seu organismo.