
Oezdemir comemora vitória no UFC. Foto: Reprodução/Instagram/volkan_oezdemir
Volkan Oezdemir terá sua carreira no MMA interrompida, mas não por conta do resultado de suas lutas no UFC. Nesta sexta-feira (17), o ex-desafiante ao cinturão dos meio-pesados (até 93 kg), que atuou pela última vez em novembro, no Catar, informou que falhou em um teste antidoping realizado pela CSAD (Agência Antidopagem nos Esportes de Combate) e que foi suspenso por 16 meses.
É bem verdade que, apesar da sinceridade do suíço, o UFC ainda não fez um comunicado oficial sobre a suspensão do mesmo detalhando o ocorrido. De todo modo, Oezdemir, por meio de sua conta oficial no ‘Instagram’, revelou que testou positivo para a substância proibida ‘EPO’ e que soube do resultado, que viola a política da organização, em março.
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Vale destacar que a ‘EPO’ ou eritropoietina sintética, passou a ser proibida pela Agência Mundial Antidoping, porque proporciona um ganhou de performance e resistência aos atletas com base no aumento no fornecimento de oxigênio aos músculos. Como não poderia ser diferente, Oezdemir, de 36 anos e que voltará a competir somente em 2027, assumiu o erro e se mostrou arrependido.
Cartel de Oezdemir no MMA
Volkan Oezdemir, de 36 anos, é um veterano do MMA e ex-desafiante ao cinturão dos meio-pesados do UFC. O suíço iniciou sua trajetória no esporte em 2010, estreou na organização em 2017 e disputou o título em 2018.
Pela modalidade, ‘No Time’ construiu um cartel composto por 21 vitórias, sendo 16 pela via rápida (14 por nocaute e duas por finalização), e oito derrotas. Seus principais triunfos foram sobre Aleksandar Rakic, Bogdan Guskov, Jimi Manuwa, Johnny Walker, Ovince Saint Preux e Paul Craig
Explicação completa de Oezdemir
“Em fevereiro, testei positivo para EPO após seguir as recomendações de um profissional de saúde. Como atleta, sou responsável por tudo que coloco no meu corpo. Cometi um erro e assumo total responsabilidade por ele. No final de 2025, competi no Catar. Alguns dias depois, fui contatado pelo Instagram por um profissional de saúde da Suíça. Ele se apresentou como um fã e sugeriu que nos encontrássemos”
“Durante nosso primeiro encontro, ele me falou sobre suas conexões com pessoas influentes, oportunidades de investimento em um dos países do Golfo e perspectivas para minha carreira após a aposentadoria do esporte. Ele também mencionou a possibilidade de patrocínio. Eu tinha 36 anos e estava pensando na vida após minha carreira esportiva. Então, fiquei interessado”
“Eu estava me recuperando de uma cirurgia no tornozelo. O profissional de saúde e eu nos encontramos novamente e a conversa mudou. Ele não falava mais sobre negócios, mas sobre minha recuperação. Ele me apresentou um plano que, segundo ele, me levaria de volta ao auge da condição física em dois meses. Ele me mostrou uma substância que descreveu como segura e indetectável”
“Ele havia preparado um frasco de EPO e me disse para não contar para ninguém. Obedeci. Apliquei a primeira injeção em mim na mesma noite. Essa foi a minha decisão e foi o maior erro da minha vida. Três dias depois, a equipe do CSAD veio à minha casa para realizar um teste antidoping. No dia 5 de março, fui informado de que meu teste havia dado positivo”
“Naquele momento, a ilusão foi destruída e minha realidade mudou. Mas, de certa forma, também foi um alívio. Resolvi contar tudo ao UFC, cooperei imediatamente e fiz o mesmo com o CSAD. No final, recebi uma suspensão de 16 meses por minha cooperação e pelas circunstâncias atenuantes. Reconheço o que fiz e assumo total responsabilidade por isso”
“Cada atleta é responsável pelo que coloca em seu corpo. Estou compartilhando como isso aconteceu, porque precisava entender minhas próprias ações e porque o que aconteceu comigo pode acontecer com outros atletas. Decepcionei meu esporte, meus fãs e a mim mesmo. A todos que me apoiaram, minha família, meus entes queridos e meus fãs, lamento profundamente”
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