
Usman nos bastidores do UFC. Foto: Reprodução/Instagram/UFC
Logo depois do anúncio da demissão de Jailton Malhadinho, foi a vez de outro nome importante da categoria dos pesados (até 120,2 kg.) ser dispensado pela empresa. Mohammed Usman, campeão da trigésima temporada do The Ultimate Fighter e irmão mais novo de Kamaru Usman teve seu contrato encerrado com o UFC. A informação foi trazida em primeira mão pelo repórter Tom Feely e posteriormente confirmada por demais veículos, como o site norte-americano ‘MMA Fighting’.
O nigeriano competiu seis vezes na maior organização de MMA do mundo, com quatro vitórias e dois revezes. Sua última atuação foi em junho do ano passado, quando superou Hamdy Abdelwahab por decisão unânime no UFC Baku. Ele estava escalado para encarar Valter Walker no UFC Rio, no entanto, foi retirado do card após apresentar altos níveis de testosterona em seus exames antidoping.
Inicialmente, o lutador assumiu o uso da substância ilegal mas alegou através de suas redes sociais que o doping fez parte de um tratamento de uma lesão. Devido à tentativa de ludibriar a agência, a Combat Sports Anti-Doping o suspendeu por 30 meses. Dessa forma, ele só poderá retornar às competições em abril de 2028. Além dele, o meio-médio (até 77,1 kg.) Adam Fugitt também foi cortado.
Martin Buday derrotou Marcus Buchecha no UFC Abu Dhabi (Foto: Twitter/UFC News)
Na última quarta-feira (11), o mundo do MMA foi pego de surpresa com o fim de ciclo de Malhadinho no Ultimate. Apesar de duas derrotas consecutivas, o baiano ocupava a oitava posição no ranking da categoria e tinha acabado de renovar o contrato com a organização. Além disso, o empresário do lutador havia anunciado a intenção de realizar a transição do faixa-preta de jiu-jítsu para os meio-pesados (até 93 kg.) de maneira definitiva.
Entretanto, Malhadinho e Usman não são os únicos a passarem pelo RH do UFC nos últimos meses. Recentemente, Martin Buday também deu adeus ao emprego, mesmo com cartel positivo e triunfos contra nomes do patamar de Marcus Buchecha. Tendo em vista o novo acordo com a Paramount+, isso mostra uma clara intenção de privilegiar atletas com maior potencial de participar de lutas violentas.