
Sean Strickland é ex-campeão do UFC. Foto: Reprodução/Instagram/UFC
Sean Strickland está convencido de que viverá um verdadeiro pesadelo na luta principal do UFC Houston, marcado para o dia 21 de fevereiro. O norte-americano mede forças com Anthony Hernandez, que vive uma sequência de oito triunfos no Ultimate, e, ciente dos perigos que corre diante do rival, tem se preparado para suportar um cenário de extremo desgaste dentro do octógono.
Em entrevista à ESPN MMA, o ex-campeão dos médios (até 83,9kg) destacou a dificuldade de enfrentar Hernandez, ressaltando o ritmo incansável do rival e o histórico positivo contra alguns de seus parceiros de equipe.
“O ‘Fluffy’ é uma luta difícil pra crlho. Tanque de gás infinito, ele já venceu alguns dos meus amigos. Acho que o Edmen (Shahbazyan) meio que arregou naquela luta. … Sim, vai ser uma grande luta. Mal posso esperar. Vai haver um nível de sofrimento ali que é difícil de treinar. É difícil se preparar para esse tipo de sofrimento. Você sabe que vai ser quarto round, quinto round. Tipo, p*rra. Mais cinco minutos desse maldito parasita. Foi assim que ele construiu a carreira dele, ficando por cima dos caras, mas é difícil.”, disse Sean Strickland.
Acostumado a disputas de cinco rounds, Strickland afirmou que direcionou sua preparação para lidar com a intensidade do rival, realizando sessões específicas de wrestling fora do sparring tradicional. Nessas atividades, o lutador alterna parceiros sucessivamente, mantendo o ritmo até a exaustão, como forma de simular a pressão constante que espera encontrar no confronto.
“Eu não conheço nada além de cinco rounds. Você simplesmente treina para isso. O ‘Fluffy’ é um cara difícil de treinar porque não tem ninguém que realmente lute como ele, que tenha esse ritmo. Então, boa parte do meu treinamento, dos meus rounds de wrestling, acontece fora do sparring. É só ir com um cara até ele virar um corpo morto, depois ir com outro cara.”, concluiu o ex-campeão dos médios.
Além de Michel Pereira, que tenta encerrar uma sequência de três derrotas consecutivas, o Brasil estará bem representado no evento. Conhecido como o “agiota cristão”, Carlos Leal mede forças contra Chidi Njokuani, enquanto Melquizael Costa busca se aproximar do ranking dos penas (até 65,7 kg) em duelo diante de Dan Ige.