
Paulo Borrachinha tenta voltar às vitórias no UFC. Foto: Reprodução/Instagram
Paulo Borrachinha tinha outro alvo quando decidiu subir para a divisão dos meio-pesados (até 93kg). Escalado para enfrentar Azamat Murzakanov na luta co-principal do UFC 327, marcado para o próximo sábado (11), o brasileiro encara um desafio relevante logo em sua estreia na categoria. Ainda assim, o plano inicial do mineiro era medir forças com um ex-campeão da categoria.
Em entrevista ao UFC News, Borrachinha revelou que sua primeira escolha foi Jan Blachowicz, que já estava comprometido com outro adversário no momento das negociações. Diante da impossibilidade, o brasileiro buscou uma nova opção e acabou aceitando o confronto contra Murzakanov, adversário que ele admitiu não conhecer inicialmente, mas que passou a considerar após analisar o ranking da categoria.
“Ele foi a segunda opção. A primeira escolha foi o Jan Blachowicz, que já estava preparado para enfrentar outro adversário. Então, eu falei com o Mick para lutar contra o Jan, mas ele disse que já estava comprometido. Depois perguntei sobre o outro nome. Honestamente, eu não o conhecia antes, mas olhei a lista, vi o nome dele e disse que queria enfrentá-lo.”, disse Paulo Borrachinha.
Azamat Muzarkanov enfrenta Paulo Borrachinha no UFC 327 Foto: Reprodução/UFC
Nos últimos dias, Murzakanov, que já vinha recebendo mensagens de incentivo para a luta, intensificou a interação com os fãs e prometeu que, caso alcance a marca de 100 mil seguidores até o dia do combate, entrará na arena carregando uma bandeira do Brasil.
A declaração rapidamente chamou a atenção e aumentou ainda mais o engajamento de torcedores que demonstram insatisfação com Borrachinha por suas falas envolvendo o próprio país.
P. Borrachinha em vitória pelo UFC. Foto: Reprodução/Facebook UFC
O ódio dos torcedores com o mineiro não é algo que surgiu do nada, recentemente Borrachinha já deixou claro que não precisa da atenção dos fãs brasileiros. Em entrevista ao ‘Ag. Fight’, o peso médio reforçou que não vê necessidade de contar com o apoio da torcida verde e amarela para ter sucesso no UFC. Na sua avaliação, o esporte é global e a carreira de um atleta não depende exclusivamente da aceitação no próprio país para gerar resultados, vendas ou relevância.
“Mas, de verdade, eu não preciso do público do Brasil. Eu acho que ninguém precisa, no UFC. Vai fazer o quê lá? Vai vender produto? Vai vender ticket? Vai vender pay-per-view? Não acho que faz sentido. Sinceramente, minha família é brasileira, meus treinadores são, mas o esporte é internacional.”, disparou o Paulo Borrachinha.
Após um início arrasador no Ultimate, com cinco vitórias em cinco lutas, Paulo Borrachinha foi credenciado a disputar o cinturão dos médios (até 83,9 kg) contra Israel Adesanya. No confronto, porém, o brasileiro acabou nocauteado sem conseguir impor perigo ao então campeão. Desde então, o mineiro retornou ao octógono em outras cinco oportunidades, conquistando apenas duas vitórias, diante de Luke Rockhold e Roman Kopylov.
Determinado a retomar sua boa fase, Borrachinha Escalado para o UFC 327, marcado para o dia 11 de abril, o brasileiro enfrentará Azamat Murzakanov, um dos principais nomes da divisão dos meio pesados (até 93 kg).