‘Não acredito que Ronda volte a lutar’, diz José Aldo

Brasileiro ainda disse que acredita que o MMA masculino está um nível acima do feminino, em termos de competitividade

Aldo (esq.) e Ronda (dir.) se encontram na última passagem da loira pelo Brasil. Foto: Divulgação/UFC

Aldo (esq.) e Ronda (dir.) se encontram na última passagem da loira pelo Brasil. Foto: Divulgação/UFC

Imediatamente após a derrota avassaladora de Ronda Rousey para Holly Holm no UFC 193, no último sábado (14), o mundo do MMA começou a se perguntar uma única coisa: quando as duas se enfrentariam novamente? Porém, na opinião do campeão peso pena e atual líder do ranking peso por peso do Ultimate José Aldo, esta revanche jamais sairá do papel, pois Ronda dificilmente voltará a lutar.

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“Eu acho que é muito difícil que ela (Ronda) volte a lutar. Sua carreira tomou uma direção completamente diferente. Se eu ganhasse muito dinheiro fazendo filmes ou qualquer coisa do tipo, eu tomaria essa direção também. Eu vou estragar minha cara tomando socos? Você está louco (risos)? Na minha opinião, eu não acredito que ela vá lutar de novo”, disse Aldo, que comparou o caso de Ronda com o da ex-campeã do Strikeforce Gina Carano, durante bate-papo com a imprensa no Rio de Janeiro nesta quarta-feira (18).

Apesar de sua opinião, no entanto, Aldo acredita que, caso volte, Rousey tem totais condições de recuperar o título. “Se ela voltar, é claro que ela pode reconquistar o título. Ela sempre foi uma lutadora, mas, se eu fosse ela, eu jamais voltaria. Eu acho que o legado que a Ronda deixará é de quem mudou o MMA feminino. Ela colocou a modalidade onde jamais imaginamos, onde sequer Dana White disse que poderia estar, e chegou lá. Esse é o seu legado. Ela fez demais pelo esporte feminino”, assegurou.

Apesar dos elogios a Ronda e ao MMA feminino, Aldo disse que a as lutas protagonizadas por mulheres ainda estão um nível técnico abaixo das disputas por homens. “Ronda é (foi) uma grande campeã, eu respeito ela, mas eu acho que o MMA masculino está um nível acima. Os atletas masculinos não estão divididos por somente uma arte marcial, por exemplo, ‘Eu sou uma judoca e pego braços’. Os atletas têm que ser bons tanto na trocação quanto no chão hoje em dia, têm que ser bons onde quer que a luta aconteça, e é isso que eu tento fazer. Eu gosto de assistir MMA feminino, mais do que o masculino, porque elas sempre fazem as melhores lutas do card”, ponderou.

Aldo encara McGregor no dia 14 de dezembro, em Las Vegas (EUA), na luta principal do UFC 194, em duelo válido pela unificação dos cinturões dos pesos penas do Ultimate.

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