
Sean Strickland e Khamzat Chimaev vão se enfrentar no UFC 328. Foto: Montagem SUPER LUTAS.
Milhões de fãs do MMA terão a oportunidade de ver o ápice de uma das grandes rivalidades da atualidade neste sábado (9). Khamzat Chimaev tenta defender o cinturão dos médios (até 83,9kg.) pela primeira vez na luta principal do UFC 328. No corner adversário, ele terá a figura de Sean Strickland, com quem já chegou a treinar no passado. Apesar do curto período de camaradagem, os dois têm chamado a atenção da mídia pelo intenso clima de guerra, ao ponto do estadunidense ameaçar atirar no oponente.
Diante disso, o SUPER LUTAS decidiu relembrar algumas das rivalidades mais violentas da história do UFC. Confira abaixo e veja onde o duelo deste final de semana se enquadra entre tantos capítulos marcantes.
K. Nurmagomedov (esq.) e C. McGregor se enfrentaram no UFC 229. Foto: Reprodução/Instagram
É impossível iniciar esta lista sem falar de um dos combates mais icônicos de todos os tempos. Completamente diferentes tanto na maneira de lutar como na forma de viver, Khabib Nurmagomedov e Conor McGregor desenvolveram uma animosidade bastante ferrenha, que gerou momentos como o infame ataque do irlandês a um ônibus no qual o russo e demais atletas utilizavam para se dirigir a um hotel durante a semana do UFC 223.
A treta teve seu ápice num dos maiores eventos da história do Ultimate. A luta principal do UFC 229, que rendeu mais de 2,4 milhões de vendas em pacotes pay-per-view para Dana White, colocou frente à frente dois dos nomes mais populares da época, com o cinturão dos leves (até 70,3kg.) em jogo. Apesar do clima tenso, Khabib dominou o adversário e venceu por finalização no quarto round sem muita dificuldade. No entanto, este foi apenas o começo. O Águia pulou a grade do octógono e atacou o corner do rival, iniciando uma briga generalizada. Felizmente, ninguém se feriu gravemente.
Cormier foi derrotado por Jones em janeiro de 2015. (Foto: Divulgação/UFC)
Sem dúvidas, a rivalidade entre Jon Jones e Daniel Cormier extraiu o melhor e o pior dos dois envolvidos. Se por um lado, tivemos a oportunidade de assistir dois dos maiores talentos a subir num octógono se dedicando ao máximo para superar um ao outro e chegarem ao topo dos meio-pesados (até 93 kg.), também observamos a animosidade crescer num nível preocupante em diversos pontos. Antes mesmo de se enfrentarem pela primeira vez, os dois foram às vias de fato durante uma encarada no MGM Garden Arena, em Las Vegas. Na ocasião, a repórter brasileira Ana Hissa quase foi atingida por um sapato arremessado por DC.
Infelizmente, as polêmicas não se limitaram à parte de fora do cage. No primeiro confronto, no início de 2015, Jones acabou com a invencibilidade de Cormier ao vencer por decisão unânime. Infelizmente, ele acabou perdendo o título pouco tempo depois de ser preso por dirigir sob a influência de álcool e provocar um acidente de trânsito com o veículo de uma mulher grávida. A revanche aconteceu mais de dois anos depois, com Bones mais uma vez se sobressaindo, desta vez com um chute na cabeça. No entanto, exames de doping pós-luta identificaram a presença da substância Turinabol, um esteroide anabolizante. Dessa forma o combate se tornou Sem Resultado e o cinturão dos meio-pesados (até 93 kg.) retornou às mãos de DC.
Jorge Masvidal (esq.) encara Colby Covington (dir.). Foto: Reprodução / Twitter @ufc_ca
A treta entre Jorge Masvidal e Colby Covington foi tão grande que ultrapassou os limites do octógono, da pior maneira possível. Por muitos anos, os dois foram parceiro de treinos e amigos na American Top Team, mas a relação dos dois mudou da água para o vinho com a criação da persona Caos por parte do ex-campeão interino dos meio-médios (até 77,1 kg.). Após trocar provocações por anos com diversos membros da academia, o wrestler acabou expulso da ATT e a relação com nomes como Dustin Poirier e o próprio Masvidal azedou completamente.
Dessa forma, os dois mediram forças no UFC 272, em março de 2022. Com exceção de um breve knockdown, o duelo foi basicamente um monólogo de Covington, que usou o alto nível na luta agarrada para vencer por decisão unânime. Apesar da conclusão, os dois passaram longe de fazer as pazes no octógono. Na verdade, a inimizade estava apenas começando. Algumas semanas depois, Caos foi agredido por Masvidal num restaurante em Miami. No ataque, ele acabou tendo um dos dentes quebrado. O Jesus das Ruas acabou detido pela polícia.
C. Garbrandt (esq.) e T. Dillashaw (dir.) se enfrentaram duas vezes. Foto: Reprodução/Instagram @tjdillashaw
Assim como Masvidal e Covington, TJ Dillashaw e Cody Garbrandt treinavam juntos na Team Alpha Male antes de se tornarem adversários. Apesar de nunca terem sido amigos próximos, mantinham uma relação de respeito e camaradagem, que acabou quando o finalista do TUF 14 decidiu deixar a academia para treinar exclusivamente com o técnico Duane Ludwig e defender o cinturão dos galos (até 61,2 kg.) contra Dominick Cruz, no início de 2016.
Neste momento, os dois viveram situações opostas em suas respectivas carreiras. Enquanto Dillashaw perdeu o título para Cruz e teve que reconquistar o posto de desafiante número um, Garbrandt escalou o ranking rapidamente ao longo do ano para se tornar campeão contra o próprio Dominick, numa das grandes atuações da história do esporte.
Os dois ex-parceiros de treino foram escalados como treinadores da 25ª temporada do TUF, deixando evidente o clima de animosidade. Eles acabaram se enfrentando na primeira defesa de título de No Love, em novembro de 2017, com TJ vencendo por nocaute no segundo round e gritando no rosto do rival como forma de comemoração. De maneira inesperada, a revanche aconteceu apenas nove meses depois, mas com o mesmo resultado, desta vez nos cinco minutos iniciais.