EXCLUSIVO: Bia Mesquita abre o jogo sobre alta frequência no MMA e o sonho de título no UFC

Em entrevista exclusiva ao SUPER LUTAS, Bia Mesquita se disse ansiosa para chegar ao topo do UFC

Nome mais vencedor de toda a história do jiu-jitsu feminino, Bia Mesquita passou a dedicar as atenções às Artes Marciais Mistas de maneira profissional há pouco mais de dois anos.  No entanto, o relativo pouco tempo tem sido mais que o suficiente para solidificar a Lady Goat como uma das principais promessas da divisão peso galo do Ultimate (até 61,2 kg.), com mais um capítulo a ser escrito neste sábado (20), em pleno Meta Apex contra Melissa Mullins, na última luta preliminar  da noite.

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Mas antes disso, a carioca bateu um papo exclusivo com o SUPER LUTAS para dar detalhes da preparação para o combate e as expectativas para o futuro na maior organização de MMA do planeta.

Bia Mesquita vem competindo com frequência no MMA

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Bia Mesquita junto aos seus treinadores no UFC Rio. Foto: Reprodução/Instagram @macarraodossantos

Atleta da American Top Team, a brasileira vem adotando uma estratégia interessante em seu gerenciamento de carreira. Em apenas dois anos como profissional, já conta com sete lutas no cartel. Inclusive, o duelo com Mullins será o quarto compromisso em 12 meses. Sobre essa “pressa”, a multicampeã mundial na Arte Suave deixa claro que tudo vem sendo muito bem calculado.

“Essa aceleração está sendo planejada desde que eu migrei para o MMA. Passei muito tempo competindo no jiu-jitsu, então cheguei no MMA um pouco mais ‘velha’ e sei que não tenho uma carreira muito longa. Não tenho 20 anos de carreira pela frente, como tive no jiu-jitsu. Então acelerar o passo faz parte dos planos. Principalmente porue fiz lutas boas desde o início, sem cortes ou lesões. E isso me ajuda bastante a manter a evolução. Vejo que em cada camp venho evoluindo bastante em todas as áreas “, disse Bia, que tem 35 anos de idade.

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Em busca de mais uma finalização

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Bia Mesquita venceu estreia no UFC contra Irina Alekseeva. Foto: Reprodução/X.

Apesar de vir mostrando grande evolução em pé, Bia passa longe de sonhar com estratégias ligadas à trocação. No tatame há 30 anos, ela encara o duelo contra Melissa como mais uma oportunidade de mostrar ao resto da divisão seu altíssimo nível na luta agarrada.

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“Acho que vai ser uma luta muito boa porque a Melissa aceita esse jogo agarrado, que é meu objetivo principal. Então eu e meu time acreditamos que é uma brecha boa para levar a luta para onde a gente quer, o grappling, o jiu-jitsu. Treinar na ATT já é meu maior desafio. Então esta vai ser só mais uma luta, um passo em direção ao cinturão e para ganhar mais experiência, escrever meu nome no UFC e mostrar que vim para ser campeã”, afirmou.

Futuro da categoria

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Bia Mesquita venceu Montse Rendon no UFC Vegas 114. Foto: Geety Images / Chris Unger/Zuffa LLC

Categoria mais pesada para mulheres no Ultimate, o cenário brasileiro peso galo (até 61,2 kg.) sofreu duas baixas consideráveis recentemente, com a demissão de Ketlen Vieira e o fim da sequência de vitórias de Norma Dumont. Além disso, o topo da divisão aguarda um desfecho para a história entre Kayla Harrison e Amanda Nunes, que finalmente devem se enfrentar ainda este ano. Sobre o assunto, Bia pregou tranquilidade para entrar no radar ainda este ano.

“Vejo que a minha categoria está tendo uma renovação. As atletas mais antigas estão dando lugar às mais novas e eu faço parte da nova geração. A categoria precisa de uma nova cara, um novo ídolo. A verdade é que não é só lutar e dar show, é preciso ter um diálogo legal com os fãs. O atleta hoje em dia é composto por um conjunto de coisas, não apenas dentro do octógono. Tudo isso me ajuda para que eu ganhe espaço e acredito que vou chegar bem, com muita visibilidade para disputar o cinturão”, concluiu.

 

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