Durinho cobra árbitros e sugere 3 mudanças para melhorar o MMA após derrota polêmica de Moicano

O brasileiro não acha justo que os lutadores sempre tenham que arcar com o pior lado do esporte, ou seja, críticas, perda de dinheiro, danos à saúde

Gilbert Durinho

Durinho focado antes de lutar no UFC. Foto: Reprodução/Facebook/UFC

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Gilbert Durinho está aposentado do MMA, mas, como fã de lutas que é, segue acompanhando o esporte e querendo melhorá-lo. E a intenção do brasileiro ficou mais evidente após a polêmica na luta principal do UFC Vegas 123. No evento realizado no último sábado (31). Renato Moicano foi prejudicado por uma decisão do árbitro Dan Miragliotta e acabou nocauteado por Tom Nolan no terceiro round. Inconformado com o ocorrido, o veterano expôs suas ideias.

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Em seu canal oficial no ‘YouTube’, Durinho, que é amigo de Moicano, sugeriu três mudanças para ‘corrigir’ o esporte, visto que diversos erros de arbitragem estão ocorrendo com frequência e definindo lutas. E, como não poderia ser diferente, o principal alvo do brasileiro são os árbitros. Sempre sincero, o atleta gostaria que tais profissionais fossem mais cobrados e expostos, pois não acha justo que os lutadores sempre tenham que arcar com o pior lado do esporte, ou seja, críticas, perda de dinheiro, danos à saúde.

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“Primeiro ponto, eu acho que o juiz tem que se responsabilizar do ato que fez errado. ‘Ah, como que ele vai fazer isso?’. Ele vai ter que ir para a coletiva pós-luta, como vários lutadores vão. No caso do juiz fazer um erro daquele ali, uma cagada daquele tamanho, acho que o cara tem que ser responsabilizado. Vai lá, que os repórteres vão te fazer pergunta, ‘Por que você fez isso?’. Ele vai ter que responder, ‘Achei que a luta estava chata e levantei ou fui instruído pelos meus supervisores, pelo árbitro geral, que se a luta ficar chata, posso parar’. Porque o juiz não fala nada, fica caladinho”

“Aí vem o segundo ponto que, para mim, é o mais importante de todos. A gente tem que ter essa mudança no sistema. Quando ficar claro que o juiz fez a cagada, a vitória não vão dar de volta, mas o meu financeiro vai, porque o juiz errou e assumiu o erro dele na coletiva. Então, me dá meu dinheiro. Aí na real, o lutador teria que ter um cheque bem grande para lutar. E, caso o juiz errasse, ele já recebeu a grana dele, mas, como a gente está no modelo show money, o dinheiro para você lutar e o dinheiro se você ganhar, aquele segundo cheque tem que ser ressarcido por alguém, ainda mais se a culpa não foi dele”

“A primeira coisa, o juiz tem que se responsabilizar. ‘Ah, não é uma profissão fácil’. Não é fácil. No meio da adrenalina ali, os dois caras lutando, tentando nocautear, é muito difícil. Mas se você está ali sendo juiz, você tem que se responsabilizar se praticar algum erro. E outra coisa é a parte financeira. O lutador não pode continuar sendo vítima de um erro do juiz. Então, tem que ter um apelo. Não esse apelo que nego faz para a Comissão para anular a luta. Isso não dá em nada, quase nenhuma luta volta, mas é apelo para o financeiro dele, para o erro do juiz, ‘Me paga o meu dinheiro’. Então, é uma coisa que tem que fazer”

“Outra coisa que está acontecendo também, a gente tem que continuar pressionando. Teve o lance do Poatan contra o Herb Dean, que todo mundo lembra que ficou uma parada assim. Quando a gente chega na arena, o árbitro vai falar, ‘Você tem alguma dúvida? Ah, você não tem dúvida nenhuma, mas vou ter que passar o básico para você. Não vale golpe na nuca, dedo no olho, se você tomar sufoco, vou falar para se mexer, se proteger. Você não se mexeu, vou parar a luta. Se você estiver batendo, vou falar para acelerar, porque vou encerrar a luta'”

“Ele te dá vários toques do que vai fazer. Por isso também, caso aconteça um dedo no olho, um golpe baixo, na nuca, o primeiro aviso já foi dado no vestiário. Isso reforça mais ainda de quando o cara vacilou, arrebenta ele. ‘Acabei de ir no vestiário desse cara, falei que seria o árbitro da luta, o cara começa lutando com o dedão assim e dá uma dedada no olho’. Já arranca um ponto dele. ‘Ah, mas foi a primeira’. Não tem primeira. A primeira foi no vestiário, essa já é a segunda. Às vezes, tem cara que faz a segunda e faz a terceira”

“Acho que os juízes vão ter que ser mais rígidos e a gente tem que continuar colocando pressão. Espectadores, torcedores, a galera que paga, que assiste o UFC, o fã que vai lá e comenta. Nós temos que estar pressionando para essa mudança. Acho que é isso. São as três mudanças que quero. Do árbitro ser mais rigoroso, do árbitro, acabando o evento, indo para a coletiva e se responsabilizando e o apelo financeiro para o atleta que foi roubado pelo árbitro, pelo menos vai lá e paga o cara quanto ele merece“

Renato Moicano

Renato Moicano focado antes de lutar no UFC. Foto: Getty Images/Jeff Bottari/Zuffa LLC

Caso Moicano

No segundo round da luta, Renato Moicano quedou Tom Nolan, pegou suas costas, distribuiu socos e procurou aplicar o mata-leão. No entanto, segundos depois dos fãs presentes no UFC Apex vaiarem o combate, principalmente o brasileiro, o experiente árbitro, julgando que faltou ação por parte do mesmo, mandou os atletas se levantarem. A partir daí, o australiano, especialista em trocação, castigou o veterano com seus ataques e liquidou a fatura no terceiro assalto.

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Renato Moicano fala sobre futuro fora do UFC e próxima luta

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