Patrício minimiza batalha contra McKee, aponta maior rival da carreira e admite buscar terceiro cinturão | SUPER LUTAS

Patrício minimiza batalha contra McKee, aponta maior rival da carreira e admite buscar terceiro cinturão

Lenda do Bellator, brasileiro fala sobre compromisso contra rival invicto no sábado e traça planos ousados para o futuro

P. Pitbull (foto) volta a defender título dos penas no Bellator 263. Foto: Reprodução/Instagram

Maior nome na história do Bellator, Patrício Pitbull não vê o confronto contra AJ McKee, neste sábado (31) como o ‘grande desafio’ de sua carreira. Em entrevista ao ‘Combate’, o duplo campeão da organização revelou seu adversário mais duro e traçou planos ousados para o futuro. Entre eles, está o desejo de marcar ainda mais na companhia e somar o terceiro cinturão pela companhia.

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Neste fim de semana, na final do GP dos penas (até 65,7kg.), Patrício colocará seu título em jogo novamente. Desta vez, o brasileiro trocará forças com uma grande promessa da empresa, o invicto e perigoso AJ McKee. Mesmo sem desmerecer o oponente, o potiguar descartou que o norte-americano seja o oponente mais complicado que já enfrentou.

“Para mim, maior luta da minha carreira foi contra Michael Chandler (em 2019). Era campeão peso leve da organização, tinha limpado a categoria, eu com o mesmo feito na categoria de baixo. Nos enfrentamos por uma vingança pessoal, acabei batendo e hoje continuo como duplo campeão. Entendo o Scott Coker (presidente do Bellator) puxar a farinha pro lado do AJ McKee. É um americano, está invicto, venceu o lado dele da chave, fiz a mesma coisa do outro. Estou há 11 anos na organização, fiz história, bati recordes, defendi títulos. É um choque de titãs. Uma grande luta, mas, na minha visão, é uma das grandes, não a maior”, afirmou Pitbull.

Mesmo com a fala, Patrício entende que terá pela frente um adversário de peso. Disposto a não perder a condição de campeão, o tupiniquim analisou McKee e apontou as qualidades do rival, mas admitiu ter um plano seguro para não ser surpreendido.

“O ponto principal é que ele é bastante confiante, longo, alto e canhoto. É explosivo, um cara que reage a qualquer tipo de movimento. Temos que estar atentos do começo ao fim da luta. É um cara que nocauteia bem e finaliza bem. Muito perigoso. Vamos tentar levar a luta pra uma área que ele não está acostumado. Ser agredido, ficar por baixo. Tentar uma estratégia que nunca ninguém fez com ele. Não posso entrar em detalhes, mas estamos com uma estratégia bem feita, redonda, e, no treinamento, não deixamos brechas. Estamos prontos pra todos os cenários”, revelou.

Confiante em se manter no topo da companhia, Pitbull ainda arriscou o desfecho do confronto. A expectativa do campeão é que o confronto não dure os cinco rounds previstos.

“Eu acho que finalizo ele no segundo round, de guilhotina”, arriscou.

Além de ser líder absoluto no peso galo, Patrício também vive uma hegemonia entre os leves (até 70,3kg.). Campeão do grupo desde que desbancou Michael Chandler, antiga estrela do Bellator, o brasileiro falou sobre o que o motivará, caso tenha sucesso no sábado. Os planos do atleta, no entanto, são ousados e inéditos.

“O cinturão dos leves está parado desde que lutei com Chandler. A categoria não tem se movimentado muito bem devido a pandemia. Tem meu irmão (Patricky Pitbull) como desafiante número um. Lutou contra Peter Queally (em maio desta temporada), teve aquela cotovelada que paralisou o combate, então, a organização quer rever essa luta. Provavelmente terá revanche e daí sairá o desafiante. Caso seja meu irmão, todo mundo sabe que não vou enfrentar e deixo o título vago. Caso não seja, enfrentarei o desafiante e defenderei meu título. Mas a ideia é essa, passou o GP, defender título dos leves, dependendo das circunstâncias. Se tudo der certo, defendendo peso pena e peso leve, podemos pensar numa disputa de cinturão de peso galo (até 61,2kg.). Mas tem muito ‘se’, muito passo pra dar.  Vamos um de cada vez”, encerrou.

Neste sábado, Pitbull colocará o título dos penas em jogo pela sexta vez. Campeão desde 2017, o brasileiro, além da chance de manter o reinado, poderá conquistar o GP da categoria e, de quebra, faturar o prêmio de US$1 milhão (cerca de R$5 milhões).

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