‘Dia da Mentira’ – Relembre grandes lutas que foram agendadas, mas nunca aconteceram

Equipe do SUPER LUTAS lista seis confrontos que foram marcados e não chegam ao octógono do UFC

K. Nurmagomedov (esq.) e T. Ferguson (dir.) tiveram cinco lutas canceladas no UFC. Foto: Reprodução/Instagram @ufc

No ‘Dia Mundial da Mentira’, ‘comemorado’ em 1º de abril, a equipe do SUPER LUTAS decidiu por promover uma pauta especial sobre o tema. Com isso, relembre grandes lutas promovidas pelo UFC em sua história, que nunca saíram do papel e deixaram os fãs frustrados e em dúvidas sobre quais seriam os resultados dos combates.

PUBLICIDADE:

Veja Também

Com cinco lutas e uma ‘menção honrosa’ – que ainda pode acontecer – a lista traz a rivalidade entre Khabib Nurmagomedov e Tony Ferguson e ‘Conor McGregor x Rafael dos Anjos’, além de José Aldo e Anthony Pettis, que por pouco não se enfrentaram no Brasil. Confira a relação completa:

#5 – Khabib Nurmagomedov x Tony Ferguson

Para iniciar a lista, o confronto entre Khabib Nurmagomedov e Tony Ferguson é o maior exemplo de ‘luta que nunca aconteceu’ no UFC, mas não por falta de interesse da organização e dos atletas.

PUBLICIDADE:

O UFC, inclusive, chegou a agendar o embate em cinco oportunidades. Primeiramente, em agosto de 2015, os dois lutadores negociavam para serem treinadores na 22ª temporada do ‘The Ultimate Fighter’. Khabib, no entanto, lesionou a costela e precisou sair das conversas sobre reality show.

Já em abril de 2016, com um novo combate marcado, Tony Ferguson optou por ‘desistir’ de se apresentar. Desta vez, citando um problema com seu pulmão. O norte-americano também recusou a luta em outra chance, por querer renegociar os termos de contrato para ganhar os mesmos valores do russo.

PUBLICIDADE:

Em outra data, em março de 2017, os dois se enfrentariam pelo cinturão interino dos leves (até 70,3kg.) após ida de Conor McGregor ao boxe para medir forças contra Floyd Mayweather. Com problemas no corte de peso, Nurmagomedov acabou hospitalizado antes da pesagem e, novamente, não conseguiu estar em ação.

PUBLICIDADE:

Por fim, a luta parecia certa de acontecer, quando a pandemia do novo coronavírus ‘explodiu’ no mundo, em março de 2020. Em quarentena, Khabib não conseguiu liberação para atuar e foi substituído por Gaethje, que dominou e venceu Ferguson na decisão unânime dos juízes. Desde então, o ‘Bicho Papão’ não conseguiu recuperar a boa fase e, posteriormente, Nurmagomedov finalizou o próprio Justin para dar adeus ao MMA.

#4 – Jon Jones x Anthony Johnson

J. Jones (esq.) e A. Johnson (dir.) simulam briga e levam Dana White ao desespero. Foto: Reprodução/Twitter

Alvo de desejo de Dana White para uma ‘luta dos sonhos’ no UFC, Jon Jones e Anthony Johnson foram reservados pelo cinturão dos meio-pesados (até 93kg.). Enquanto ‘Bones’ já havia se estabelecido como um campeão dominante, ‘Rumble’ tinha dado uma grande reviravolta na carreira e emplacou uma assustadora série de nocautes em série.

Já durante as promoções para o confronto, Jones foi preso sob acusação de se envolver em um acidente de trânsito e não prestar socorro à uma mulher grávida. Johnson, em seguida, mediu forças contra Daniel Cormier e teve sua sequência quebrada por finalização no segundo round.

#3 – Júnior Cigano x Brock Lesnar

J. Cigano (esq.) e B. Lesnar (dir.) foram treinadores do TUF. Foto: Reprodução/ Blood Elbow

Um dos maiores combates da história dos pesados (até 120,2kg.) esteve muito perto de acontecer, em 2011. Depois de treinarem atletas no ‘The Ultimate Fighter 11’, Junior Cigano e Brock Lesnar protagonizaram certa rivalidade e, enquanto o brasileiro ainda estava invicto no UFC, o gigante era fenômeno midiático da organização.

Entretanto, durante a preparação, Lesnar lidou com problemas de saúde relacionados à diverticulite – doença no intestino conhecida pela inflamação na parede interna do intestino. Ele foi substituído por Shane Carwin, que foi dominado e superado por Cigano em seguida.

#2 – José Aldo x Anthony Pettis

Aldo e Pettis em foto promocional do duelo que aconteceria no UFC Rio 4. Foto: Divulgação/ UFC Brasil

Conhecido como ‘Showtime’ por sua habilidade na luta em pé, Anthony Pettis fez o que muitos temiam: desceu de categoria para desafiar José Aldo, pelo cinturão dos penas (até 65,7kg.), no Rio de Janeiro, Brasil. Os dois lutadores chegaram a fazer encaradas e promoções até que o norte-americano teve que se retirar do card por uma lesão no joelho.

Aldo, então, recebeu Chan Sung JungZumbi Coreano – e o derrotou por um nocaute técnico no quarto round para manter seu título. A luta contra Pettis nunca foi reagendada e o norte-americano chegou a se tornar campeão da divisão dos leves (até 70,3kg.) depois de passar por Ben Henderson.

#1 – Conor McGregor x Rafael dos Anjos

R. Dos Anjos (esq.) e C. McGregor (dir.) se enfrentariam no UFC 196. Foto: Reprodução/Instagram

Fenômeno do Ultimate, Conor McGregor era o principal nome da franquia depois de destronar o legado de José Aldo pelo cinturão dos penas (até 65,7kg.) com um nocaute em 13 segundos. Por isso, o irlandês não parou e decidiu por subir de categoria – nos leves (até 70,3kg.) para desafiar Rafael dos Anjos.

O clima, aliás, era de muita rivalidade nas encaradas até que o brasileiro sofreu uma fratura no pé e foi obrigado a sair de ação, dando lugar a Nate Diaz, que ‘chocou o mundo’ ao finalizar o ‘Notório’ com um mata-leão.

Menção Honrosa – Nate Diaz x Dustin Poirier

D. Poirier (esq) e N. Diaz (dir) em encarada oficial no ano de 2018. (Foto: Twitter/Nate Diaz)

Nate Diaz também esteve (ou ainda está) envolvido em um confronto contra Dustin Poirier. A luta, marcada para novembro de 2018, não aconteceu. O ‘Diamante’ alegou uma lesão no quadril e optou por fazer cirurgia.

Os dois atletas, no entanto, parecem não ter seguido suas carreiras e um confronto ainda tem chances de acontecer. O que pode complicar, agora, é a vontade explícita de Nate em se aposentar do MMA, enquanto Poirier aguarda por uma definição. Será que as pendências serão resolvidas no octógono?

Podcast #67: Durinho fez o pix para Yanex após nocaute em lutador que falou mal do Brasil + UFC Austin: card do ano