Deiveson Figueiredo rompe com empresário Wallid Ismail e revela motivo para o fim do acordo

Campeão dos moscas (até 56,7kg.) do UFC, brasileiro abre o jogo e diz que relação se desgastou em brigas, mas reforça gratidão por agente

É o fim da parceria entre Deiveson Figueiredo e Wallid Ismail. Após anos sendo agenciado pelo empresário, o brasileiro anunciou, em entrevista exclusiva ao canal do SUPER LUTAS, o rompimento na história de sucesso com o agente que teve como ponto de destaque a conquista do cinturão dos moscas (até 56,7kg.) no UFC. Ele ainda revela gratidão ao agente e compara a relação com um casamento.

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“Eu falei e, ao mesmo tempo, me calei para não levar à frente. O Wallid (Ismail) é um cara que esteve ao meu lado desde o início, brigou para eu lutar pelo cinturão. Mas chega uma hora que é como casamento: quando a gente percebe que não vai dar mais certo, mudamos de casa e cada um segue seu rumo. São ciclos. O que tinha para acontecer com Wallid e eu já passou”, conta Deiveson.

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No período em que esteve com Wallid, Deiveson construiu uma trajetória de conquistas importantes e, hoje, é o campeão dos moscas (até 56,7kg.) do UFC. Apesar do rompimento, Figueiredo reconhece a importância de Ismail para sua carreira, mas revela busca por ‘bolsas’ maiores na organização.

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“Meu irmão (Francisco Figueiredo), (Priscila) Pedrita e (Willian) Colorado trabalham com ele. Eu não quero sair desse trabalho brigado. É um cara que fez muito por mim, assim como eu fiz para ele. Foi uma troca de trabalhos. Eu dei muito dinheiro para ele, como ele me fez ganhar muito dinheiro. Só que agora estou visando uma ‘parada’ lá em cima. Já chegou ao fim. Eu quero bolsas maiores e ele não conseguiu aumentar esse valor durante cinco anos no UFC”, destacou o brasileiro.

Desgastou…

Figueiredo também ‘expande seus horizontes’ para o lado empresarial e teve grandes conflitos de ideias com Wallid, que fizeram a relação se desgastar ao longo do tempo. Ele relembra brigas nos bastidores, mas destaca conversa por rompimento amigável.

“O grande motivo disso tudo foram as brigas. A gente sempre fica juntos lá por duas semanas e discutimos muito sobre negócios. E uma das brigas eu falei: ‘Pô, cara. A gente está brigando muito e não estamos nos entendendo. Está bem complicado e prefiro que você siga seu caminho e eu sigo o meu para que a gente não possa bater de frente em uma ‘treta’ feia. Vamos sair como irmãos’. Mas, agora, ele segue outros caminhos e eu sigo os meus. (…) Ele mandou mensagem para mim querendo entender o motivo de eu estar falando isso publicamente. E eu falei que conversaria com ele quando chegasse o momento certo. Quero resolver tudo de cabeça fria, sem exagerar nas palavras e brigar com ele. Ele trabalha com caras que treinam comigo e tem muitos garotos que sonham em chegar onde eu estou ou até mesmo ir além. O Wallig tem o ‘Jungle Fight’, que é o melhor da América Latina, e eu quero esses garotos lutando no evento dele. Não quero sair brigado dessa relação”, explicou o campeão.

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Próximo empresário e busca por reconhecimento

Campeão do UFC, Deiveson Figueiredo admite estar frustrado com a falta de reconhecimento na empresa. Sem citar nomes, o brasileiro quer um agente que tenha boa relação com o presidente Dana White para que consiga elevar seus pagamentos nas lutas.

“Ainda não posso revelar. Estou tomando decisões para saber com quem eu vou trabalhar. Mas, o que eu quero, é ser valorizado dentro da organização. E eu preciso de alguém que faça isso, tenha uma relação com o Dana (White, presidente do UFC) e que possa colocar minha bolsa acima de 700 mil ou 1 milhão. Sou um cara que entro no octógono para dar show. Lutar por 100 mil ou 200 mil não dá mais”, concluiu.

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Deiveson, atualmente, se recupera de lesão nas duas mãos e ainda não tem data prevista para defender o cinturão linear dos moscas (até 56,7kg.). Com isso, o Ultimate optou por não esperar e agendou um confronto entre Brandon Moreno e Kai Kara-France pelo título interino, que acontece no UFC 277 do dia 30 de julho.

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