Possível desafiante ao cinturão, Poatan vê Adesanya acomodado e descarta confronto monótono: ‘Vou fazê-lo lutar’

Após show no UFC 276, brasileiro volta a criticar atuação do nigeriano contra Cannonier e vê boas chances de superar a estrela da organização

Destaque no UFC 276, realizado no último sábado (2), Alex Poatan tem motivos de sobra para comemorar. Além atropelar Sean Strickland e manter os 100% de aproveitamento na empresa, o brasileiro pode ter assegurado uma disputa de cinturão no peso médio (até 83,9kg.). Momentos após sua vitória, o paulista falou com exclusividade ao SUPER LUTAS e analisou tanto seu resultado positivo, quanto a possibilidade de encarar Israel Adesanya na sequência.

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A apresentação no fim de semana marcou a terceira apresentação de Poatan com as luvas do Ultimate. Agora, o combatente soma três triunfos consecutivos, sendo dois deles por nocaute.

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Avaliação de luta contra Strickland

Adversário de Sean Strickland no UFC 276, Poatan não se intimidou ao disputar sua luta mais importante em sua trajetória no MMA, até o momento. Compenetrado, o brasileiro precisou de menos de um minuto para impor um duro nocaute diante do ‘bad boy’ norte-americano. Após o massacre, o atleta avaliou o feito.

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“Eu consegui manter nossa estratégia, que era ir machucando. Sempre falei que ele andaria para frente. Tinha certeza de que, em algum momento, ele buscaria a queda. (…) A gente não conseguiu ver essa atitude e nem minhas defesas de queda. Foi tudo dentro do esperado. (…) Eu estava chutando, colocando golpes mais fortes e ele estava só ‘relando’. (…) Eu quis chutar as pernas dele, a panturrilha, a coxa. Coloquei golpes na linha de cintura e consegui conectar o cruzado de esquerda”, descreveu.

Adesanya, aí vou eu

Na semana que precedeu o evento, o presidente do UFC, Dana White, havia assegurado que, em caso de vitória de Alex, o brasileiro automaticamente se credenciaria a uma disputa de cinturão. Com o nocaute descomunal sobre o norte-americano, o atleta, então, cumpre o plano e fala sobre um eventual embate pelo trono dos médios.

“Já caiu minha ficha. A gente planejou, não foi nada por acaso. (…) Não estou me aventurando. Desde quando eu cheguei, falei que seria o campeão. O que mais preciso fazer? ‘Só tem três lutas’. Tudo bem, mas não é só isso que conta, mesmo fora, não sendo MMA. Isso conta”, garantiu.

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Decepção com Israel

Algoz do campeão dos médios por duas vezes (2016 e 2017) nos tempos de kickboxing, Poatan espera reviver a rivalidade dentro das artes marciais mistas. O paulista, porém, não esconde a decepção com a performance do nigeriano contra Jared Cannonier, quando superou o norte-americano por pontos em luta morna. De olho o título, o tupiniquim garante que não haverá possibilidades de um embate monótono.

“Não vai ficar chata (a luta). Eu tenho certeza de que não fica. Eu vou fazê-lo lutar. Ele faz melhor do que isso, mas está acomodado. Se não fizer melhor do que isso, vai ficar para trás. Eu não vi nada hoje”, explicou.

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Histórico dos atletas

No UFC 276, Alex Poatan atingiu a marca de sete compromissos como profissional no MMA. Agora, o atleta soma seis triunfos e um tropeço na carreira.

Vitorioso no embate contra Cannonier, Adesanya ampliou sua invencibilidade no peso pena. Além de seguir invicto na categoria, o lutador chegou a cinco defesas de cinturão.

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