No Dia do Trabalho, veja como lutadores do UFC conciliaram carreira e empregos fora do octógono

Lutadores do UFC provaram que é possível equilibrar a paixão pelo MMA com outras profissões desafiadoras; veja casos

Além de atleta de MMA, Stipe Miocic trabalhou como bombeiro nos Estados Unidos. Foto: Reprodução/Instagram

Além de atleta de MMA, Stipe Miocic trabalha como bombeiro nos Estados Unidos. Foto: Reprodução/Instagram

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Enquanto o mundo celebra o Dia do Trabalho, celebrado no 1º de Maio, o UFC revela casos de atletas que desafiaram a lógica do esporte em tempo integral. O SUPER LUTAS relembra nomes da organização que lutaram por títulos enquanto exerciam profissões como bombeiro, professor e engenheiro — realidade que contraria os contratos milionários atuais.

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De bombeiros a professores, engenheiros a policiais, eles provaram que é possível conciliar a paixão pelo UFC com serviços que salvam vidas, educam ou mantêm comunidades seguras. Conheça os heróis que vestiram dois uniformes — um para as lutas, outro para o mundo real.

A chama que não se apaga

Ex-campeão dos pesos pesados (até 120,2kg.) e lenda do UFC, Stipe Miocic nunca abandonou o trabalho como bombeiro em Ohio, mesmo durante o auge de sua carreira. O norte-americano, que detém o recorde de defesas de título na categoria (quatro), cumpria turnos de 24 horas e treinava no mesmo dia. Três dias após vencer Fabricio Werdum e conquistar o cinturão em 2016, já estava de volta ao serviço de emergência.

Eddie Wineland, veterano do peso-galo, seguiu caminho similar. Enquanto acumulava 24 vitórias no MMA, incluindo o título inaugural do WEC, trabalhava como bombeiro em tempo integral em Indiana. O lutador, que se aposentou em 2022, chegou a cumprir 120 plantões anuais e enfrentou Renan Barão pelo cinturão do UFC um dia após um turno completo.

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Polícia e UFC

Paulo Thiago fardado ao lado do escudo do BOPE. Foto: Arquivo Pessoal

Paulo Thiago fardado ao lado do escudo do BOPE. Foto: Arquivo Pessoal

Paulo Thiago, ex-integrante do BOPE, equilibrou operações em favelas do Rio de Janeiro com 17 lutas no UFC. Enquanto desarmava criminosos, treinava jiu-jitsu à noite para manter o ritmo.

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Já Mike Russow, ex-policial de Chicago, patrulhava ruas perigosas, com cerca de 25 a 30 gangues ativas. Nas horas vagas, enfrentava adversários como Fabricio Werdum e Shawn Jordan.

Educação dentro e fora do octógono

Na educação, Rich Franklin lecionava matemática em Ohio antes de se dedicar ao MMA. Os alunos se acostumaram a ver o ex-campeão dos pesos médios (até 83,9kg.) com hematomas, mas o respeito pelo ‘professor que derrubava gigantes’ era unânime.

Dominick Reyes, desafiante ao título diante de Jon Jones, conciliou aulas de TI em uma escola californiana com sessões de sparring.

Serviço e Suor

Tim Kennedy

Tim Kennedy (foto) foi oficial do exército dos EUA. Foto: Reprodução

Considerado o maior peso mosca da história do esporte, Demetrious Johnson operava empilhadeiras em uma fábrica de reciclagem durante boa parte de sua carreira. Ele, na época, chegou a revelar que treinava após turnos de oito horas e o ‘cansaço’ era seu maior adversário. E não para por aí.

Emily Whitmire, ex-lutadora do UFC, servia mesas no Hard Rock Café para complementar a renda. Já Tim Kennedy era membro das Forças Especiais dos Estados Unidos e chegou a participar de missões no Afeganistão enquanto subia no ranking do UFC.

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Al Iaquinta voltou, Malcolm Wellmaker saiu

Al Iaquinta e Malcolm Wellmaker. Foto: Montagem SUPER LUTAS

Al Iaquinta e Malcolm Wellmaker. Foto: Montagem SUPER LUTAS

Ex-lutador que competiu pelo cinturão interino dos leves do UFC, Al Iaquinta retomou a carreira como corretor de imóveis após sua aposentadoria das lutas em 2021, enquanto Malcolm Wellmaker trilhou o caminho inverso.

Iaquinta, que já conciliava vendas de propriedades em Nova York com combates no UFC mesmo durante o auge esportivo, consolidou-se como um dos principais agentes imobiliários de Long Island após encerrar a carreira no MMA — realidade detalhada em seu site profissional.

Já Wellmaker, estreante no UFC em 2025, abandonou seu emprego de encanador após garantir um bônus de US$ 50 mil por nocaute relâmpago em sua primeira luta na organização, no UFC Kansas City. O prêmio, concedido por sua vitória sobre Cameron Saaiman em menos de dois minutos, permitiu que o britânico se dedicasse exclusivamente ao esporte, o que marcou uma virada radical em sua vida.

Dois mundos, duas escolhas: um voltou às origens, outro encontrou no octógono a porta de saída para uma nova vida.

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