
José Aldo em vitória no UFC. Foto: Reprodução Instagram/josealdojunioroficial
Após ser derrotado por Aiemann Zahabi no card principal do UFC 315, José Aldo anunciou sua aposentadoria definitiva do MMA após Bruce Buffer informar de maneira oficial o resultado do combate. Aos 38 anos, este foi o 42° confronto vivido pelo lutador ao longo de 21 anos como atleta profissional, além de ter subido ao octógono em 23 ocasiões.
Seguindo a tradição, o manauara tirou as luvas e as deixou no centro do octógono além de confirmar a intenção de abandonar a modalidade na entrevista para Daniel Cormier.
“Agradeço ao Dana White e ao Mick Maynard, mas não tenho mais motivação para competir. Quero aproveitar a minha família, meus filhos. Essa semana foi bem difícil para mim. Quando tive problemas com o peso disse ao Dedé (Pederneiras) que se não houvesse luta eu não me importava”, afirmou o brasileiro, que teve problemas para bater o peso ao longo da semana, de modo que o combate anteriormente previsto para divisão dos galos (até 61,2 kg.) se transformou num duelo peso pena (até 65,7 kg.).
Esta foi a segunda vez que Aldo anunciou a aposentadoria do MMA. Em setembro de 2022, o ex-campeão dos penas do WEC e UFC anunciou o fim da carreira após o nascimento de seu filho. Ele competiu em lutas no boxe, mas retornou ao Ultimate em maio de 2024.
José Aldo com os cinturões do WEC e UFC.
A trajetória do Rei do Rio no MMA começou em 2004, ainda no circuito nacional. Depois de construir um cartel bem-sucedido com aparições em eventos como Shooto Brasil, Meca e Jungle Fight, o lutador conseguiu estrear no World Extreme Cagefighting WEC em 2008. Na época o evento pertencia à Zuffa, empresa dona do UFC, e era a principal organização para atletas com menos de 70,3 kg.
Lá, o brasileiro se tornou o campeão peso pena (até 65,7 kg.) e defendeu o título em duas oportunidades, com vitórias em grandes atuações contra nomes como Mike Brown e Urijah Faber. O WEC foi incorporado ao UFC em 2011, e Aldo foi promovido ao título do Ultimate.
J. Aldo (foto) com o cinturão do UFC. Foto: Divulgação/UFC
O manauara estreou no maior evento de MMA no mundo no UFC 129, contra o canadense Mark Hominick. Ele venceu por decisão unânime, mas a imagem que ficaria para sempre na memória dos fãs foi a testa do adversário, que teve um inchaço chocante graças aos golpes do brasileiro.
A partir daí, Aldo iniciou uma trajetória impressionante no Ultimate. Ele defendeu o cinturão sete vezes e passou a ser reconhecido como um dos melhores peso por peso do mundo.
J. Aldo (dir) e Conor (esq) se enfrentaram em 2015. Foto: Reprodução/Twitter @ConorMcGregor
O reinado do Rei do Rio acabou sendo interrompido por Conor McGregor, em dezembro de 2015. Em franca ascensão, o irlandês chocou o mundo ao nocautear o brasileiro em apenas 13 segundos. Até hoje, esta é a vitória mais rápida numa luta por cinturão na história do evento.
Posteriormente, ele recuperaria o título no UFC 200, ao vencer Frankie Edgar. No entanto, acabaria destronado mais uma vez ao ser nocauteado por Max Holloway. Aldo ainda disputaria o cinturão dos galos (até 61,2 kg.) contra o russo Petr Yan em julho de 2020, mas sem sucesso.
José Aldo foi eternizado no Hall da Fama do Ultimate (Foto: Instagram/UFC)
Por suas contribuições, o brasileiro foi incluído no Hall da Fama do UFC em em 2023, como parte da ala moderna. Além disso, ele ainda conquistou os prêmios de Lutador do Ano e Luta do Ano (contra Chad Mendes) pelo World MMA Awards em 2010 e 2014, respectivamente.