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Anderson Silva ganhou mais com boxe e vitória na Justiça do que no auge do UFC; veja valores

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Anderson Silva, um dos maiores nomes da história do MMA, sempre foi reconhecido pelo impacto esportivo, mas nem sempre pelos ganhos financeiros. Durante seu reinado no UFC, muitas de suas bolsas ficaram bem abaixo do que atletas menos consagrados recebem hoje. Esse contraste ficou ainda mais evidente quando o brasileiro migrou para o boxe.

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Já veterano, Silva passou a faturar cifras mais altas em lutas únicas. Contra Julio César Chávez Jr., em 2021, recebeu cerca de 500 mil dólares (R$ 2,7 milhões, na época) de bolsa fixa, mais 100 mil dólares por Chávez Jr. não bater o peso, e uma parte do pay-per-view, totalizando aproximadamente 600 mil dólares. No duelo com Jake Paul, em 2022, recebeu 500 mil, de bolsa fixa, mais 35% da receita de pay-per-view, chegando a cerca de 1,5 milhão de dólares (R$7,744 milhões, na época).

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Embora valores exatos de PPV no UFC não sejam totalmente públicos, essas cifras indicam que, em algumas lutas de boxe, Silva recebeu mais do que a bolsa fixa de muitas de suas defesas de cinturão.

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Anderson Silva venceu Chael Sonnen em duas oportunidades no UFC. Foto: Reprodução/UFC

Anderson Silva em vitória no boxe. Foto: Reprodução/Instagram

Esse cenário de valorização tardia se conectou a outro capítulo importante de sua trajetória: o processo coletivo movido por ex-lutadores contra o UFC. A ação, de natureza antitruste, voltada a combater práticas anticompetitivas e monopólios, acusava o Ultimate de restringir o mercado e limitar os ganhos dos atletas. Em 2024, a Justiça deu razão aos lutadores, e Anderson esteve entre os beneficiados, recebendo uma indenização milionária.

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Assim, Anderson Silva encerra a carreira com um legado que transcende vitórias e nocautes. Do boxe às batalhas jurídicas, o a lenda das artes marciais transformou a luta por reconhecimento financeiro em mais uma conquista, mostrando que, mesmo fora do auge, continuou vencendo dentro e fora do ringue.

Não é só com Anderson Silva! Entenda o caso antitruste contra o UFC

Dana White é presidente do UFC. Foto: Reprodução/Instagram/UFC

A ação coletiva alegava que o UFC, controlado à época pela Zuffa (atualmente parte do grupo TKO Holdings), monopolizou o mercado e restringiu a competição entre promotoras, prejudicando a remuneração e mobilidade dos lutadores.

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O UFC foi acusado de práticas como contratos exclusivos com cláusulas restritivas, ameaças de represálias a atletas que lutassem por outras organizações e aquisições de concorrentes (Pride, WEC, Strikeforce) para centralizar o mercado.

O processo abrangia lutadores que atuaram entre dezembro de 2010 e junho de 2017, período em que o UFC se consolidou como principal entidade de MMA no mundo.

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Publicado por
Léo Guimarães
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