
Conor McGregor é o lutador mais bem pago na história do UFC. Cortesia Getty Images
Conor McGregor é, sem dúvidas, um dos maiores nomes da história do UFC, e também o lutador que melhor transformou sucesso esportivo em dinheiro. De bolsas milionárias no octógono à superluta contra Floyd Mayweather, passando por negócios próprios e contratos publicitários globais, o irlandês construiu uma fortuna estimada em cerca de R$ 1,8 bilhão ao longo da carreira.
De volta ao octógono neste sábado (11), após cinco anos afastado, McGregor encara Max Holloway na luta principal do UFC 329 com a chance de aumentar ainda mais seus ganhos. Mas afinal, de onde vem todo esse dinheiro?
Para responder a essa pergunta, a equipe do SUPER LUTAS fez um levantamento das principais fontes de renda do ex-campeão, dentro e fora do UFC, revelando como o ‘Notório’ construiu sua fortuna.
Dana White e Conor McGregor apertam as mãos. Foto: Reprodução X UFC
Com 10 vitórias (sendo oito por nocaute), quatro derrotas e 10 bônus de performance, além da superluta de boxe contra Floyd Mayweather, Conor McGregor acumulou pelo menos US$ 235,6 milhões (cerca de R$ 894,7 milhões convertidos). No entanto, o irlandês não começou sua trajetória com cifras milionárias.
McGregor estreou no UFC em abril de 2013, quando ainda era uma promessa. Na ocasião, enfrentou Marcus Brimage e levou para casa US$ 66 mil (cerca de R$ 132 mil na cotação da época), somando bolsa, bônus de vitória e ‘Nocaute da Noite’.
Em sua segunda luta, encarou Max Holloway, que também despontava como promessa. Na ocasião, recebeu uma bolsa oficial de US$ 24 mil (cerca de R$ 50 mil na época), valor dividido entre participação e bônus pela vitória por decisão unânime.
Com duas vitórias, o irlandês passou a ganhar notoriedade, refletindo diretamente em seus ganhos. Em seu terceiro compromisso, nocauteou Diego Brandão e faturou US$ 82 mil (cerca de R$ 185 mil em julho de 2014). Na luta seguinte, venceu Dustin Poirier e recebeu US$ 200 mil (aproximadamente R$ 480 mil em setembro de 2014).
Após esse triunfo, enfrentou Dennis Siver em 2015 e, com mais um nocaute, levou US$ 220 mil (cerca de R$ 660 mil na cotação da época).
Invicto em cinco lutas, McGregor enfrentou Chad Mendes pelo cinturão interino dos penas (até 65,7 Kg). Pela vitória, recebeu US$ 500 mil (cerca de R$ 1,6 milhão na época). Com participação no pay-per-view, seus ganhos totais foram estimados em US$ 3,285 milhões (aproximadamente R$ 10,5 milhões).
Na histórica vitória sobre José Aldo, no UFC 194, em dezembro de 2015, McGregor recebeu uma bolsa oficial de US$ 500 mil (cerca de R$ 1,9 milhão na época). No entanto, com a participação nas vendas de pay-per-view, estima-se que seus ganhos totais tenham sido muito superiores, consolidando-o como a principal estrela da organização.
McGregor (esq.) e Aldo (dir.) unificam cinturões dos penas em dezembro. Foto: Reprodução
Com o nocaute sobre José Aldo, McGregor não apenas conquistou o cinturão dos penas, como também se consolidou como o maior nome do UFC. Em sua luta seguinte, enfrentou Nate Diaz, em março de 2016, e, mesmo com a derrota, faturou US$ 1 milhão (cerca de R$ 3,7 milhões na época), estabelecendo um recorde de maior bolsa declarada até então.
Na revanche, em agosto de 2016, embolsou US$ 3 milhões (aproximadamente R$ 9,7 milhões na época) e venceu por decisão majoritária, estabelecendo um novo recorde de bolsa garantida.
Em novembro de 2016, McGregor fez história ao se tornar o primeiro campeão simultâneo de duas categorias no UFC. Após nocautear Eddie Alvarez, faturou cerca de US$ 6,8 milhões (aproximadamente R$ 22 milhões na época), além de conquistar o cinturão dos leves.
McGregor não foi páreo para Floyd (Reprodução Twitter UFCEurope)
Após conquistar dois cinturões no UFC, McGregor protagonizou uma superluta histórica no boxe contra Floyd Mayweather Jr., em 2017. No evento, o irlandês faturou entre US$ 100 milhões e US$ 130 milhões (cerca de R$ 320 milhões a R$ 420 milhões na cotação da época), somando bolsas, pay-per-view e patrocínios.
Conor McGregor e Khabib Nurmagomedov fizeram a luta mais rentável do UFC. Foto: Reprodução UFC
Em outubro de 2018, McGregor enfrentou Khabib Nurmagomedov em uma das lutas mais polêmicas da história do MMA. Mesmo derrotado, seus ganhos totais foram estimados entre US$ 50 milhões e US$ 70 milhões (cerca de R$ 185 milhões a R$ 260 milhões na época), impulsionados pela maior venda de pay-per-view da história do UFC.
Dustin Poirier e Conor McGregor em encarada antes do UFC 264. Foto: Reprodução.
Após a derrota para Khabib, McGregor ficou mais de um ano afastado e retornou em janeiro de 2020 contra Donald Cerrone. Pela vitória, recebeu US$ 3 milhões de bolsa fixa (cerca de R$ 12,5 milhões na época), além de bônus e participação no pay-per-view, totalizando aproximadamente US$ 30 milhões (cerca de R$ 125 milhões).
Em 2021, voltou a enfrentar Dustin Poirier duas vezes. Na primeira luta, em janeiro, seus ganhos somaram cerca de US$ 20,5 milhões (aproximadamente R$ 110 milhões na época), incluindo bolsa, bônus e pay-per-view.
Na terceira luta da rivalidade, em julho de 2021, McGregor faturou mais de US$ 20 milhões (cerca de R$ 105 milhões na cotação da época), mesmo com a derrota.
Conor McGregor e a marca do seu primeiro whisky / Divulgação
Além das cifras milionárias dentro do octógono, Conor McGregor construiu um verdadeiro império financeiro fora das lutas, com investimentos que ampliaram de forma significativa sua fortuna ao longo dos anos.
O maior destaque é a venda de sua participação majoritária na marca de uísque Proper No. Twelve, fundada em 2018. Em 2021, o irlandês fechou um acordo com a Proximo Spirits avaliado em até US$ 600 milhões (cerca de R$ 3 bilhões na cotação da época), recebendo diretamente cerca de US$ 150 milhões (aproximadamente R$ 750 milhões) pela transação.
No setor de bebidas, McGregor também passou a investir na expansão da Forged Irish Stout, sua marca de cerveja preta, que já movimenta cerca de US$ 10 milhões anuais (aproximadamente R$ 50 milhões) em receita estimada, segundo projeções do setor divulgadas pelo Irish Mirror.
Fora disso, o ex-campeão do UFC diversificou seus investimentos no ramo da hospitalidade. Ele é proprietário do pub de luxo The Black Forge Inn, em Dublin, com receitas anuais estimadas em mais de €5 milhões (cerca de R$ 27 milhões), além de investir em imóveis comerciais relacionados ao setor, segundo informações do Irish Independent e Business Plus.
No universo esportivo, o irlandês é coproprietário da Bare Knuckle Fighting Championship (BKFC), organização avaliada em dezenas de milhões de dólares e em forte expansão global, conforme reportado pela Forbes. Além disso, McGregor é um dos principais acionistas da Alta Global Group, empresa de tecnologia esportiva focada em plataformas de treinamento em artes marciais, que recentemente anunciou um compromisso de investimento de até US$ 23 milhões (cerca de R$ 115 milhões), de acordo com comunicados oficiais da companhia e cobertura da imprensa financeira internacional.
Conor McGregor em pôster do filme ‘Matador de Aluguel’. Foto: Divulgação/Amazon Prime
Ao longo da carreira, McGregor firmou contratos publicitários com grandes marcas globais, como Beats by Dre, Monster Energy, Reebok, Burger King e casas de apostas, ampliando ainda mais sua receita fora das competições.
Além disso, o lutador também expandiu sua atuação para o cinema. Em Hollywood, recebeu mais de US$ 5,5 milhões (cerca de R$ 27 milhões) para estrelar o remake de “Road House” (Matador de Aluguel), ao lado de Jake Gyllenhaal, na Amazon Prime.