Anderson entende revolta de Aldo, mas pondera: ‘McGregor é o melhor negócio do UFC’

Ex-campeão compreende mentalidade do Ultimate em pensar nas vendas e diz que atletas precisam cumprir seus contratos

Anderson reconheceu a importância de McGregor. Foto: Produção SUPER LUTAS/Divulgação UFC

Anderson reconheceu a importância de McGregor. Foto: Produção SUPER LUTAS/Divulgação UFC

Considerado um dos maiores nomes da história do UFC, Anderson Silva comentou a respeito do desentendimento de José Aldo com a maior organização de MMA do planeta. Para o “Spider”, Aldo tem razão em ficar chateado com seus patrões, mas reconheceu que o Ultimate também tem seus motivos para beneficiar Conor McGregor.

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Aldo, que esperava fazer a revanche com McGregor, não gostou de ouvir a notícia de que o irlandês subiria de categoria para enfrentar Eddie Alvarez no mês que vem, de olho no cinturão dos leves. O brasileiro ficou revoltado com a decisão e pediu para que o UFC rescindisse seu contrato, já que, sem a chance de disputar o cinturão linear dos penas, não possui a motivação para seguir competindo.

Anderson ponderou que McGregor possui apelo comercial necessário para ser ouvido em decisões importantes. “José Aldo merecia essa luta, sim, mas vamos lá. Isso tudo é um negócio. Eles [UFC] não estão preocupados com o que é merecido ou não. Já está comprovado pelas atitudes de Dana White que ele não está preocupado com o merecer ou não merecer. McGregor é o melhor negócio na atualidade do UFC. Não temos ninguém com a capacidade de fazer barulho como ele tem feito agora. O que ele tem feito é o que está fazendo, de certa forma, o negócio girar. E ele não está errado, está pensando no negócio dele”, disse, em entrevista ao site “UOL”.

Além disso, “Spider” também classificou que, independentemente dos motivos, os lutadores precisam cumprir o que está no contrato. “Claro que existem os descontentamentos. O Aldo tem os dele, eu tenho os meus… Cada um sabe até onde pode brigar por o que acha que é certo. Mas vale lembrar que temos um contrato, nós assinamos. Concordamos com tudo que está ali. Temos que acabar aceitando, não por imposição, mas sim porque está no contrato. Temos que fazer a nossa parte”, ponderou.

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